Missa de sétimo dia homenageia Dona Maria Lima de Sousa, educadora que marcou gerações

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Cruzeiro do Sul se despediu, no último dia 27 de setembro, de uma das maiores defensoras da educação da região: Maria Lima de Sousa, mais conhecida como Dona Mariquinha. Reconhecida pelo trabalho dedicado durante mais de 35 anos em sala de aula e na gestão escolar, ela deixou um legado que marcou gerações de estudantes, professores e lideranças do município.

Em homenagem à sua memória, será celebrada a missa de sétimo dia nesta sexta-feira, 3 de outubro, às 8h da manhã, na Catedral Nossa Senhora da Glória, presidida pelo bispo Dom Flávio. Familiares, amigos, ex-alunos e a comunidade em geral estão sendo convidados a participar.

Ao recordar a trajetória da mãe, o filho Sousa Neto destacou a dedicação de Dona Maria ao ensino e ao cuidado com os estudantes, além da importância do reconhecimento em vida, quando a Escola Maria Lima de Sousa foi inaugurada, em 1998, pelo então governador Orleir Cameli.

Segundo ele, Dona Maria foi professora de personalidades marcantes de Cruzeiro do Sul, entre elas médicos, políticos e lideranças locais, tendo atuado como diretora da Escola São José em um período em que a unidade ainda mantinha turmas separadas por gênero. A família relembrou que seu estilo era marcado pelo carinho e pelo dom de ensinar.

Sousa Neto ressaltou ainda que a escola que leva o nome de sua mãe foi fundamental para que ela enfrentasse com mais leveza os efeitos da doença de Parkinson. Mesmo já idosa, Dona Maria se manteve próxima à instituição, participando ativamente de atividades escolares.

“Ela deixou um legado muito bonito para Cruzeiro do Sul. Foi professora de várias gerações e contribuiu de forma decisiva para a formação de profissionais que hoje atuam na cidade. O reconhecimento dado a ela em vida foi uma grande alegria para toda a família, e agora seguimos gratos pela história construída”, destacou.

Dona Maria Lima de Sousa completou 90 anos em janeiro deste ano e faleceu cercada pelo carinho da família. Sua trajetória de vida também foi marcada por superação, já que viveu parte da infância como órfã no Colégio Santa Terezinha, sob os cuidados do bispo Dom José Hascher, que foi como um pai para ela.

A missa de sétimo dia será um momento de despedida, mas também de celebração da história e da contribuição de Dona Mariquinha para a educação de Cruzeiro do Sul.

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