Um total de 293 pinguins-de-Magalhães foi encontrado morto em praias de Florianópolis em um único dia, segundo a Associação R3 Animal, responsável pelo monitoramento da fauna marinha na capital catarinense. Somente na Praia do Moçambique foram registrados 106 animais mortos, o maior número entre as praias monitoradas.
Desde o início do outono e durante o inverno de 2026, a associação contabilizou 2.210 pinguins-de-Magalhães na região. Desse total, apenas 148 foram encontrados vivos, enquanto os demais chegaram mortos às praias ou não resistiram à longa migração.
De acordo com a R3 Animal, a elevada mortalidade faz parte do processo migratório da espécie, que deixa a Patagônia argentina e as Ilhas Malvinas em direção ao litoral brasileiro em busca de alimento. Muitos, principalmente os mais jovens, chegam debilitados após percorrer milhares de quilômetros, e fatores como poluição marinha e interação com redes de pesca também podem agravar a situação. Os animais recolhidos passam por necropsia para identificação da causa da morte, enquanto os encontrados vivos são encaminhados para reabilitação antes de serem devolvidos à natureza.
A associação orienta que, ao encontrar um pinguim na praia, a população não tente alimentá-lo, colocá-lo na água ou manipulá-lo. A recomendação é manter distância e acionar os órgãos ambientais responsáveis para que o resgate seja realizado de forma segura.






