Mailza Assis confirma ida ao MDB para oficializar aliança e partido deve indicar nome para vice na chapa

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Após um longo período de articulações políticas, a vice-governadora Mailza Assis (PP) confirmou que irá oficializar uma aliança com o MDB. Em conversa com o presidente do partido, Vagner Sales, ela informou que estará nesta quinta-feira, às 9h, na sede da sigla para formalizar o acordo político e definir que caberá ao MDB indicar o nome que irá compor como vice em sua chapa na disputa pelo governo do Acre.

Vagner Sales afirmou que a aliança é resultado de um amplo processo de diálogo entre as lideranças e destacou que o acordo deve fortalecer o grupo político principalmente na região do Vale do Juruá. Segundo ele, o partido ainda não definiu oficialmente quem será indicado para a vaga de vice, ressaltando que a escolha dependerá de uma decisão interna da legenda após reunião entre seus membros.

Entre os nomes mais cotados está o da médica e ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB). De acordo com avaliações internas citadas nos bastidores políticos, ela aparece entre os nomes que mais agregariam força eleitoral à chapa encabeçada por Mailza Assis.

A possível aliança entre PP e MDB também tem impacto direto no cenário político do Juruá. O MDB é considerado a principal força eleitoral capaz de fazer oposição à candidatura de Mailza na região. Com a união, a segunda maior força política local passaria a integrar a base de apoio da vice-governadora, o que poderia dificultar a estratégia eleitoral do senador Alan Rick (Republicanos), especialmente em Cruzeiro do Sul, que concentra o segundo maior colégio eleitoral do Acre.

Enquanto isso, outras movimentações partidárias seguem ocorrendo no estado. No PSD, perdeu força o movimento interno que defendia apoio formal à candidatura de Alan Rick. A tendência predominante passou a ser a liberação dos candidatos da legenda para apoiar quem desejarem na disputa pelo governo, decisão atribuída ao senador Sérgio Petecão (PSD).

Já no campo das chapas proporcionais, aliados avaliam que Republicanos e Novo podem enfrentar dificuldades para montar grupos competitivos. No Republicanos, há expectativa de concentrar esforços na eleição de Jairo Cassiano e Zé Lopes para deputado estadual. No Novo, a principal aposta seria a reeleição do deputado Emerson Jarude.

Outro cenário de incerteza envolve o deputado Luiz Gonzaga (PSDB), que apoia a candidatura de Mailza Assis, mas pode enfrentar um dilema caso o PSDB decida apoiar outro nome na disputa estadual, como o prefeito Tião Bocalom ou o senador Alan Rick. Nesse caso, Gonzaga poderia ter que deixar a legenda para manter seu posicionamento político.

Também nos bastidores, o deputado Adailton Cruz (PSB) avalia a possibilidade de se filiar ao PP ou ao MDB, afirmando que pretende conversar com Mailza Assis antes de tomar a decisão final. Apesar disso, o parlamentar indicou que possui maior afinidade política com o MDB.

Durante entrevista ao programa Bar do Vaz, apresentado pelo jornalista Roberto Vaz, o senador Márcio Bittar (PL) defendeu que o nome ideal para compor como vice na chapa de Mailza seria o de Jéssica Sales. Ele também avaliou que a vice-governadora pode ultrapassar Alan Rick nas pesquisas eleitorais.

No campo da Assembleia Legislativa do Acre, o presidente da Casa, Nicolau Júnior (PP), afirmou que a maioria dos deputados deve apoiar a candidatura de Mailza Assis. Segundo ele, entre os 24 parlamentares, cerca de 22 estariam alinhados ao projeto político da vice-governadora, com exceção de Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Emerson Jarude (Novo).

Outra indefinição permanece no campo progressista. Ainda não há confirmação sobre uma possível candidatura do ex-governador Jorge Viana (PT) ao Senado. Caso ele decida não disputar o cargo, aliados avaliam que isso poderia enfraquecer as chapas proporcionais para deputado estadual e federal, além de impactar a candidatura ao governo de Thor Dantas (PSB).

Nos bastidores políticos, também circulam informações sobre pesquisas internas que indicariam mudanças no cenário eleitoral para o governo do Acre. Ainda não há confirmação se esses levantamentos serão registrados e divulgados publicamente.

Aliados do prefeito Tião Bocalom afirmam que ele deve manter a decisão de disputar o governo do estado, independentemente da definição do PSDB sobre o comando do partido no Acre. O presidente nacional da sigla, Aécio Neves, pediu mais prazo para avaliar a situação e prometeu apresentar uma resposta definitiva nos próximos dias.

Alan Rick também busca o apoio do PSDB e afirma que mantém diálogo avançado com a direção nacional do partido. A disputa pelo comando da legenda no estado pode influenciar diretamente na formação das alianças para a eleição.

Caso se confirme a formação da chapa com Mailza Assis (PP) e Jéssica Sales (MDB), a disputa pelo governo do Acre poderá registrar um fato inédito: seria a primeira vez que uma chapa formada por duas mulheres concorreria ao comando do estado.

Com informações: Blog do Crica

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