Lula chama Eduardo Bolsonaro de “fujão” e volta a criticar gestão da pandemia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a fazer críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados durante cerimônia realizada nesta segunda-feira (11), em Brasília, para a sanção da lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.

Durante o discurso, Lula mencionou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a quem chamou de “fujão”, ao comentar declarações feitas durante o período mais crítico da pandemia.

“Essa frase foi publicada no canal do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar um golpe no Brasil”, afirmou o presidente ao citar falas de Jair Bolsonaro sobre vacinas e a pandemia em 2020.

Críticas à condução da pandemia

Lula voltou a responsabilizar a gestão Bolsonaro pela condução da crise sanitária no país, que registrou quase 700 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia.

Apesar das críticas, o presidente afirmou que nunca acusou pessoalmente o ex-presidente pelas mortes, mas declarou que considerava a postura do então governo marcada por “ignorância absoluta” sobre o tema.

O petista também criticou a escolha de ministros da Saúde durante o governo anterior e ironizou a proposta de “ministérios técnicos”, frequentemente defendida por Bolsonaro no início do mandato.

“Colocou três ministros da Saúde e apenas o primeiro parecia entender um pouco de saúde. O outro era vendedor de remédio e o outro era general que parecia não saber absolutamente nada”, declarou.

Mudanças no Ministério da Saúde

Durante o governo Bolsonaro, quatro ministros passaram pelo comando do Ministério da Saúde:

  • Luiz Henrique Mandetta: médico, deixou o cargo após divergências com Bolsonaro sobre isolamento social e medidas de combate à Covid-19;
  • Nelson Teich: também médico, permaneceu menos de um mês no ministério e pediu demissão alegando falta de autonomia;
  • Eduardo Pazuello: general do Exército, assumiu a pasta durante grande parte da pandemia e deixou o cargo em março de 2021;
  • Marcelo Queiroga: médico cardiologista, permaneceu no comando do ministério até o fim do governo Bolsonaro.

A fala de Lula ocorreu na mesma semana em que o Brasil voltou a registrar mais de mil mortes por dia relacionadas à Covid-19, segundo dados mencionados durante o evento.

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