A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus cinco homens acusados de participar do espancamento que resultou na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, na zona sul da capital fluminense.
A decisão foi proferida nesta terça-feira (15) e também converteu em prisão preventiva as detenções dos acusados. Segundo o magistrado, a medida busca garantir a ordem pública e proteger testemunhas durante o andamento do processo.
Respondem por homicídio qualificado Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza, conhecido como “Doideira”. Este último segue foragido e, conforme as investigações, teria fugido para o Paraguai.
De acordo com a Justiça, os acusados passaram à condição de réus com base em imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e depoimentos reunidos durante a investigação. O crime ocorreu em 12 de agosto, e a vítima morreu no dia seguinte em decorrência dos ferimentos.
As investigações apontam que Cláudio Rafael foi abordado por um segurança de restaurante na Rua Barata Ribeiro após levantar suspeitas sobre a origem da bicicleta que utilizava. Segundo familiares, o veículo havia sido emprestado por sua irmã, mas a vítima teria dificuldade para explicar a situação devido a problemas cognitivos.
Após a abordagem, o segurança teria tomado a bicicleta e acionado outros homens para perseguir o ciclista. A vítima foi alcançada e agredida violentamente. Mesmo após cair no chão, continuou sendo atacada com chutes e golpes.
Segundo a denúncia, Davi e Jorge atuavam como seguranças de forma irregular em Copacabana, enquanto Felipe e Ailton trabalhavam como entregadores por aplicativo. O caso segue em tramitação na Justiça.





