A Justiça do Rio de Janeiro determinou o aumento das penas dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, condenados pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
Com a nova decisão, Ronnie Lessa teve a pena ampliada de 78 anos e 9 meses para 81 anos e 10 meses de prisão. Já Élcio Queiroz passou de 59 anos e 8 meses para 76 anos e 6 meses de reclusão.
A revisão das penas ocorreu após pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que apontou que a sentença original não considerou circunstâncias relevantes para a dosimetria da pena.
Segundo o Ministério Público, o crime teve repercussão internacional, foi executado de forma planejada e colocou em risco outras pessoas ao ocorrer em via pública, com diversos disparos efetuados. O órgão também destacou o uso de veículo clonado durante a ação criminosa.
Além do aumento das penas, a Justiça fixou o pagamento de R$ 200 mil por danos morais à arquiteta Mônica Benício, viúva de Marielle Franco.
A decisão ainda determina o pagamento de pensão mensal correspondente a dois terços dos rendimentos recebidos por Marielle à época do crime, incluindo 13º salário e férias remuneradas com adicional de um terço.
Ronnie Lessa e Élcio Queiroz também foram condenados ao reembolso e custeio de despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas relacionadas às consequências do crime.
Marielle Franco, então vereadora do Rio de Janeiro, e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em março de 2018. O caso ganhou repercussão nacional e internacional e se tornou um dos mais emblemáticos da história recente do país.





