As autoridades da Itália anunciaram que não há provas suficientes, até o momento, para levar adiante o processo que investigava um suposto esquema conhecido como “safári humano” ocorrido durante a guerra na Bósnia e Herzegovina, nos anos 1990.
O caso ganhou repercussão internacional após denúncias apontarem que estrangeiros, incluindo italianos, teriam viajado até a cidade de Sarajevo para participar de uma espécie de turismo macabro, no qual pagavam para atirar contra civis durante o conflito armado que devastou a região.
A investigação era conduzida pelo Ministério Público de Milão, que analisava relatos e documentos sobre a suposta participação de pessoas ligadas ao esquema. No entanto, a promotoria informou nesta quinta-feira (18) que os elementos reunidos até agora não permitem sustentar uma acusação formal contra suspeitos.
Segundo as denúncias, durante o cerco de Sarajevo, indivíduos com alto poder aquisitivo teriam desembolsado grandes quantias para disparar contra moradores indefesos, em uma prática descrita como um dos episódios mais chocantes associados à Guerra da Bósnia.
Apesar da falta de provas para transformar o caso em julgamento neste momento, o episódio segue cercado por questionamentos e continua sendo lembrado como uma das denúncias mais perturbadoras ligadas ao conflito nos Bálcãs.






