A Copa do Mundo de 2026 ganhou um capítulo dramático fora das quatro linhas nesta quarta-feira (11/3). O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Doyanmali, afirmou que o país não deve disputar o Mundial, que terá os Estados Unidos como sede principal. Segundo o governo iraniano, o agravamento de conflitos armados e a instabilidade política tornam inviável a presença da seleção no torneio.
“Dado que este governo corrupto assassinou nosso líder, não há condições sob as quais possamos participar da Copa do Mundo”, declarou o ministro em entrevista ao jornal espanhol Sport. Doyanmali ressaltou que o país atravessa um momento de luto e reconstrução após sofrer o impacto de guerras recentes que vitimaram milhares de cidadãos.
Apesar do tom definitivo do ministro iraniano, a FIFA trabalha para garantir que todas as seleções classificadas entrem em campo. O presidente da entidade, Gianni Infantino, buscou tranquilizar a comunidade internacional sobre a segurança e o acolhimento dos atletas.
- Garantia de Infantino: O mandatário afirmou que a seleção iraniana tem autorização total para entrar nos EUA e que a participação está confirmada no cronograma oficial.
- Apoio de Trump: Infantino revelou que, em conversas recentes, o presidente Donald Trump reiterou que o Irã é “obviamente bem-vindo para competir” em solo americano.
- Diplomacia Esportiva: A FIFA tenta evitar que questões políticas resultem na exclusão ou desistência de membros da federação.
O Caminho do Irã na Competição
A seleção iraniana já havia garantido sua vaga por mérito esportivo e estava sorteada em uma chave considerada equilibrada. Caso a desistência se confirme, a FIFA precisará definir se convocará um substituto ou se os adversários vencerão por W.O.
| Detalhes da Seleção | Informação na Copa do Mundo |
| Grupo | G |
| Adversários | Bélgica, Egito e Nova Zelândia |
| Sede Principal | Estados Unidos |
| Período do Torneio | 11 de junho a 19 de julho de 2026 |
| Status Atual | Em aberto (Declaração de desistência) |
A incerteza sobre a presença do Irã coloca a organização da Copa do Mundo em alerta máximo. Enquanto a FIFA aposta no diálogo, o governo de Teerã mantém a postura rígida de boicote aos palcos americanos. O mundo do futebol aguarda os próximos desdobramentos diplomáticos para saber se o esporte conseguirá superar as barreiras ideológicas ou se o Mundial terá sua primeira grande ausência por motivos de guerra.
Fonte: Metrópoles






