O Irã condenou veementemente os recentes ataques dos Estados Unidos contra o país, classificando-os como uma “violação flagrante” do cessar-fogo de abril e atribuindo a Washington a responsabilidade por qualquer escalada futura.
“O governo dos EUA será responsabilizado pelas perigosas consequências decorrentes dessa escalada”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores iraniano em um comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB.
Além disso, o uso contínuo de instalações militares dos EUA em países da região para “preparar e executar operações agressivas contra o Irã colocou esses países, na prática, ao lado dos agressores”, afirmou o ministério, citado pela emissora.
Teerã tomará “todas as medidas necessárias para neutralizar as ameaças e prevenir novas agressões, exercendo seu direito inerente à autodefesa contra a agressão militar dos EUA”, acrescentou o informe.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou anteriormente ter realizado ataques retaliatórios contra bases americanas na região, em meio à segunda noite de ataques dos EUA.
O presidente Donald Trump alertou que os ataques americanos podem ser retomados caso um acordo de paz não seja alcançado entre as duas nações em guerra.
Em resposta, o alto comando militar conjunto do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar será alvejada.
Momentos após o anúncio, o Exército dos EUA afirmou que navios comerciais continuam transitando pela via navegável.
Bases americanas sob ataque: Na Jordânia , os americanos foram alertados para se abrigarem. A IRGC afirmou ter “destruído instalações e um grande número de aeronaves de combate” na base aérea de Al-Azraq, segundo a mídia estatal. O Kuwait fechou seu espaço aéreo e as defesas antiaéreas estão engajadas com “objetos hostis”, informou a mídia estatal, citando o exército do país. Sirenes soaram no Bahrein , de acordo com o Ministério do Interior do país.
Por: CNN






