Os Estados Unidos realizaram novos bombardeios contra alvos no sul do Irã durante a madrugada desta terça-feira (21), ampliando a escalada militar no Oriente Médio. Em resposta, forças iranianas lançaram ataques contra instalações ligadas aos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia, enquanto incidentes envolvendo petroleiros aumentaram a preocupação com a segurança das principais rotas de transporte de energia da região.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os ataques atingiram centros de comando militar, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea iranianos. Explosões foram registradas nos arredores da cidade de Shiraz e em áreas costeiras do sul do país, de acordo com a mídia estatal iraniana.
A ofensiva ocorre após o presidente Donald Trump afirmar que o Irã pagaria um alto preço pelas mortes de militares americanos registradas nos últimos dias do conflito.
Em resposta, o Irã lançou novos ataques em diferentes pontos do Golfo Pérsico. Autoridades do Kuwait informaram que instalações de geração de energia e dessalinização de água foram atingidas, provocando incêndios que já foram controlados.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado estruturas no Bahrein associadas à empresa de tecnologia Amazon e instalações utilizadas por militares americanos na Base Aérea Sheikh Isa. As informações não foram confirmadas de forma independente.
O Exército iraniano também declarou ter realizado ataques com drones contra três bases militares dos Estados Unidos no Kuwait. Já a Jordânia informou que suas forças interceptaram e destruíram cinco drones lançados em direção ao país.
A situação também elevou os riscos para a navegação internacional. A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado no Estreito de Ormuz, obrigando a tripulação a abandonar a embarcação. A Guarda Revolucionária iraniana relatou ainda que dois petroleiros registraram explosões e incêndios na região.
As tensões aumentaram após os Houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciarem a intenção de impor um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando importantes corredores marítimos utilizados para o transporte global de petróleo.
Apesar da escalada militar, os preços internacionais do petróleo registraram apenas leves altas, influenciados por relatos de negociações diplomáticas em andamento para restabelecer um cessar-fogo.
De acordo com uma autoridade iraniana ouvida pela Reuters, mediadores apresentaram uma proposta de trégua de dez dias na tentativa de reativar as negociações entre Teerã e Washington.
Enquanto isso, o Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu um alerta global de segurança para cidadãos americanos, citando o aumento das tensões no Oriente Médio.
O conflito, iniciado em fevereiro deste ano, continua provocando impactos na segurança regional, no mercado de energia e nas relações diplomáticas internacionais.






