A Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-AC), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizaram, na semana passada, uma ação voltada à aproximação de povos originários com os sítios arqueológicos acreanos, com foco nos geoglifos. A atividade integra o programa de formação de Agentes Agroflorestais Indígenas.
A programação dividiu-se em duas etapas. Na primeira, servidores do Iphan ministraram aulas na sede da CPI-AC para representantes de 27 etnias sobre os tipos de patrimônio presentes no Acre. Na segunda, os participantes visitaram o sítio arqueológico Jacó Sá, localizado a aproximadamente 50 km de Rio Branco.
O local foi inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico em 2018 e é reconhecido pela presença de geoglifos, estruturas escavadas no solo com formas geométricas como círculos, quadrados e composições complexas interligadas por caminhos, consideradas fundamentais para compreender a ocupação humana na Amazônia. Os indígenas os chamam de “tatuagens da terra”.
Durante a visita, a superintendente do Iphan no Acre, Antônia Barbosa, destacou o significado das estruturas: “Essas estruturas são marcas deixadas pelos antigos para afirmar sua presença no território. São registros de memória, identidade e conhecimento. Proteger esses sítios é garantir que essas histórias continuem existindo e sendo reconhecidas.”
Antônia relatou ainda que, de forma espontânea, integrantes do grupo entoaram cantos que expressam a identidade de seus povos durante a visita. Malu Ochoa, representante da CPI-AC, também avaliou a iniciativa: “A formação conecta o conhecimento técnico às vivências locais, fortalecendo os agentes como protagonistas na proteção do patrimônio e na valorização de suas próprias histórias, saberes e territórios.“
Com informações Ac24horas






