O Instituto de Defesa Agroflorestal do Acre (IDAF) iniciou um rigoroso monitoramento para identificar possíveis casos de gripe aviária na região norte do Brasil, incluindo Cruzeiro do Sul. A doença, que tem gerado preocupação entre grandes produtores no Acre, pode afetar aves domésticas e silvestres, principalmente na cadeia produtiva de frangos.
Segundo Tatiane Oliveira, chefe do IDAF em Cruzeiro do Sul, até o momento não há registros de casos da gripe aviária no estado nem na região do Juruá. A gripe aviária é uma doença de alta patogenicidade que se espalha rapidamente entre aves, mas, conforme explicou Tatiane, não há casos confirmados em humanos, pois o vírus exige exposição prolongada para contaminar pessoas.
O impacto da doença é essencialmente econômico e comercial, pois não há vacina disponível e o protocolo diante de um animal infectado prevê o sacrifício dos animais afetados e o isolamento das áreas próximas. Para prevenir surtos, o IDAF realiza anualmente inquéritos de aves, coletando amostras para detectar a circulação do vírus.
O programa de vigilância inclui monitoramento constante das criações, exigências de infraestrutura que evitem proximidade com áreas urbanas e rodovias, e comunicação direta com os produtores. Desde o surgimento de casos no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, a fiscalização foi intensificada no Acre, reforçando o pedido para que qualquer alteração incomum no comportamento das aves, sejam elas comerciais ou caseiras, seja imediatamente notificada ao IDAF.
“A gente pede que qualquer pessoa que observe aves silvestres ou domésticas apresentando comportamento estranho, como apatia ou falta de apetite, entre em contato urgente com o IDAF”, reforçou Tatiane. Essa ação rápida permite a coleta de amostras e adoção dos procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura para controlar possíveis surtos.
Com essa vigilância, o Acre mantém a saúde agropecuária protegida, minimizando riscos para os produtores e garantindo a segurança na produção regional de aves.






