O Ibovespa fechou em queda de 0,86% nesta quarta-feira (23), aos 185.814,09 pontos, após duas sessões consecutivas de alta. O mercado brasileiro acompanhou o movimento negativo das bolsas internacionais em meio à elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, à alta do petróleo e às incertezas no cenário doméstico.
O dólar comercial subiu 1,27%, para R$ 5,1689, maior valor de fechamento desde 31 de agosto. A valorização da moeda norte-americana ocorreu em meio à força do dólar no exterior, às preocupações com a inflação e aos reflexos do cenário eleitoral brasileiro sobre os ativos financeiros.
No mercado internacional, o petróleo voltou a pressionar os preços. O contrato do Brent avançou 3,86%, para US$ 103,08 por barril, enquanto o WTI subiu 1,81%, para US$ 92,16. A alta ocorreu em meio às tensões envolvendo Estados Unidos e Irã e às incertezas sobre o fornecimento global da commodity.
A elevação do petróleo ajudou a sustentar as ações da Petrobras. Os papéis preferenciais da companhia subiram 2,59%, enquanto as ações ordinárias avançaram 2,61%. Por outro lado, empresas de mineração, bancos e outros setores tiveram desempenho negativo durante o pregão.
Mercado acompanha cenário eleitoral
No Brasil, investidores também acompanharam uma nova pesquisa eleitoral, que passou a integrar as avaliações sobre o comportamento dos ativos financeiros. O movimento ocorre em um período de maior sensibilidade do mercado às informações relacionadas à disputa presidencial de 2026.
Além do ambiente doméstico, os investidores monitoraram a política monetária dos Estados Unidos. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano avançaram, enquanto declarações de integrantes do Federal Reserve reforçaram a atenção do mercado para a possibilidade de juros permanecerem elevados por mais tempo.
Em Wall Street, o S&P 500 encerrou o dia com queda de 0,75%, acompanhando o movimento de maior cautela observado nos mercados globais.
Apesar da queda do principal índice acionário brasileiro, os dados da B3 mostraram continuidade do ingresso de recursos estrangeiros. Até o dia 21 de setembro, o saldo líquido de investimentos estrangeiros em ações brasileiras acumulava R$ 9,635 bilhões no mês.





