Com 243 notificações no município e 358 registros no Hospital Regional do Juruá, a região concentra uma das maiores pressões sobre a rede hospitalar do estado.
1.625 casos de SRAG no Acre em 2026
243 casos em Cruzeiro do Sul
358 casos no HRJ
Cruzeiro do Sul vive um momento de alerta na saúde pública. O município aparece como o segundo com maior número de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Acre, enquanto o Hospital Regional do Juruá também ocupa a segunda posição entre as unidades hospitalares com mais registros da doença em todo o estado.
Os dados constam no Boletim Epidemiológico nº 21, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), e mostram que o Acre atingiu em 2026 o maior número de internações por SRAG dos últimos três anos.
Situação geral no Acre
| Ano | Notificações |
| 2024 | 1.321 |
| 2025 | 1.196 |
| 2026 | 1.625maior número em 3 anos |
O crescimento foi impulsionado pela circulação simultânea de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Influenza A.
Municípios com mais casos
| Município | Casos |
| Rio Branco | 669 |
| Cruzeiro do Sul | 2432º lugar |
| Marechal Thaumaturgo | 137 |
| Feijó | 125 |
| Mâncio Lima | 81 |
Hospitais com mais notificações
| Unidade | Casos |
| Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva (Rio Branco) | 430 |
| Hospital Regional do JuruáCruzeiro do Sul | 3582º maior do estado |
Faixas etárias mais afetadas
| Faixa etária | Internações |
| 2 a 4 anos | 343 |
| 5 a 9 anos | 304 |
| 60 anos ou mais | 305 |
| Menores de 2 anos | 248 |
O que preocupa em Cruzeiro do Sul
Além dos 243 casos registrados no município, o Hospital Regional do Juruá concentra pacientes de toda a região do Vale do Juruá, o que aumenta a pressão sobre os leitos de enfermaria e de UTI pediátrica.
Segundo a Sesacre, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente identificado entre os pacientes internados por SRAG, especialmente em crianças com bronquiolite, bronquite e pneumonia.
Recomendações da Sesacre
- Reforçar o monitoramento dos leitos hospitalares;
- Ampliar a vigilância epidemiológica;
- Intensificar a vacinação dos grupos prioritários;
- Fortalecer o atendimento nas unidades do interior;
- Reduzir a necessidade de transferências para os hospitais de referência.






