Homem condenado à morte é libertado após 41 anos com novas evidências de DNA

Um homem que passou 41 anos no corredor da morte nos Estados Unidos foi libertado sob fiança após um novo exame de DNA não encontrar ligação entre ele e evidências do crime pelo qual foi condenado.

O juiz Derek Pullan, de Utah, determinou nesta segunda-feira (28) a soltura de Douglas Stewart Carter, de 71 anos. O exame identificou que o sangue encontrado em uma maçaneta e em uma faca relacionadas ao caso não pertence a Carter.

Carter foi condenado pelo assassinato de Eva Olesen, ocorrido em 1985. Apesar da libertação, ele ainda deverá passar por um novo julgamento e poderá ser condenado novamente. O juiz considerou que o resultado do exame de DNA enfraquece a acusação e, por isso, autorizou a soltura mediante fiança.

Desde o início do processo, Carter afirma ser inocente. Ele também sustenta que assinou uma confissão por escrito após sofrer coerção por parte da polícia.

A condenação foi baseada principalmente nessa confissão e no depoimento de duas testemunhas. Posteriormente, ambas admitiram que haviam mentido em seus relatos.

O novo resultado do exame de DNA passou a integrar o conjunto de evidências que será analisado no processo, que deverá definir os próximos passos do caso.

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