Governo Trump exige plano do Brasil para acabar com PCC e CV

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As negociações diplomáticas entre Brasília e Washington atingiram um novo patamar de tensão nesta sexta-feira (13/03).

Governo Trump enviou uma contraproposta rígida ao Brasil, exigindo a apresentação de um plano detalhado para a erradicação do PCC (Primeiro Comando da Capital), do CV (Comando Vermelho), além de ramificações do Hezbollah e organizações criminosas chinesas em solo brasileiro.

A demanda faz parte de um pacote de cooperação contra o crime transnacional que deve ser o tema central da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, agora prevista para abril. Além do plano contra as facções, Washington propôs que o Brasil receba em suas prisões estrangeiros capturados nos EUA, seguindo o modelo de alta segurança implementado por El Salvador.

Soberania em jogo

O Governo brasileiro recebeu as demandas com cautela e resistência. Um dos pontos mais críticos é a pressão para que o Brasil compartilhe dados biométricos de refugiados e solicitantes de asilo, medida que os EUA veem como essencial para bloquear a imigração em massa.

No entanto, o maior temor do Palácio do Planalto é a iminente designação do PCC e do CV como organizações terroristas por Washington. Segundo fontes diplomáticas, a medida já teria sido decidida por Trump.

Na visão do Governo Lula, essa classificação abriria brechas legais para intervenções diretas dos EUA em território brasileiro, ferindo a soberania nacional.

Corrida contra o tempo

Desde o início da semana, o presidente Lula tem se reunido com ministros e conselheiros para formular uma alternativa que não exponha o país a intervenções estrangeiras nem alimente o discurso político da oposição.

O Brasil havia proposto inicialmente um foco no combate à lavagem de dinheiro em paraísos fiscais americanos, como o estado de Delaware, mas a resposta de Trump focou no braço armado e operacional das facções.

Expansão das facções

A exigência americana ocorre em um momento de expansão recorde das organizações criminosas brasileiras. Dados recentes mostram que o CV e o PCC já exercem hegemonia em pelo menos 13 estados brasileiros e possuem presença em mais de 16 nações, consolidando-se como potências do tráfico internacional na América Latina.

Fonte: DiarioDeCuiabá

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