O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou por mais um ano o estado de emergência fitossanitária no Acre devido ao risco de disseminação da monilíase do cacaueiro, doença provocada pelo fungo Moniliophthora roreri. A medida também abrange os estados do Amazonas e de Rondônia, como forma de reforçar as ações de prevenção e controle da praga.
A prorrogação permite que órgãos de defesa agropecuária mantenham medidas especiais de vigilância, fiscalização e contenção da doença, que afeta plantações de cacau e cupuaçu e pode causar grandes prejuízos à produção agrícola. A monilíase não representa risco à saúde humana, mas compromete a produtividade e aumenta os custos de manejo das lavouras.
O primeiro foco da doença no Brasil foi identificado em 2021, no município de Cruzeiro do Sul, o que levou à decretação da emergência fitossanitária. Desde então, o governo federal e os órgãos estaduais vêm intensificando o monitoramento e as ações para impedir a expansão da praga para novas áreas produtoras.
Segundo o Mapa, a manutenção da emergência é considerada fundamental para garantir agilidade na adoção de medidas de defesa vegetal e preservar a cadeia produtiva do cacau e do cupuaçu, culturas de grande importância econômica para a região amazônica.






