Gama se consolida como novo polo da farinha no Vale do Juruá e movimenta mais de R$ 200 mil em um único dia

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As comunidades do Gama e adjacentes, na zona rural de Guajará, vêm se destacando como um novo celeiro de exportação de farinha de mandioca para os grandes centros urbanos da Região Norte, especialmente Manaus. Somente nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, cerca de 2 mil sacas de 50 quilos foram embarcadas com destino à capital amazonense.

O volume expressivo chama atenção não apenas pela quantidade, mas pelo impacto direto na economia local. Cada saca de 50 kg da farinha branca é comercializada, em média, a R$ 110, enquanto a farinha amarela (a “amarelinha”) custa em torno de R$ 90. Considerando apenas a farinha branca como base de cálculo, as 2 mil sacas embarcadas em um único dia representam um giro superior a R$ 220 mil na economia da comunidade guajaraense.

Logística que envolve rio e estrada

A cadeia produtiva envolve uma complexa operação logística. A produção sai das casas de farinha e propriedades rurais, segue por embarcações pelo Rio Boa Fé até a cidade e, posteriormente, é transportada por caminhões até o porto da balsa em Cruzeiro do Sul. De lá, a carga segue viagem rumo a Manaus.

Além das 2 mil sacas embarcadas nesta segunda-feira apenas da região do Gama, outras 18 mil sacas devem compor o carregamento, oriundas de localidades da BR-364, especialmente da região do Rio Liberdade e de outros municípios do Vale do Juruá, fortalecendo ainda mais o protagonismo regional na produção de farinha.
Ao todo, cerca de 20 mil sacas devem ser levadas para Manaus nesta remessa, consolidando o Vale do Juruá como um dos principais fornecedores do produto para o mercado amazonense.

Fortalecimento da economia rural

O crescimento da produção e da comercialização da farinha demonstra a força da agricultura familiar e o potencial produtivo das comunidades rurais de Guajará. A atividade não gera renda apenas para os produtores, mas também movimenta barqueiros, carregadores, motoristas e comerciantes envolvidos no escoamento da produção.

O cenário reforça a importância da farinha de mandioca como produto estratégico para a economia regional, transformando comunidades antes vistas apenas como áreas de subsistência em polos ativos de abastecimento dos grandes centros urbanos da Amazônia.

Se mantido o ritmo atual de produção e comercialização, o Gama e comunidades vizinhas tendem a consolidar definitivamente seu nome no mapa econômico do Norte do país como referência na produção e exportação de farinha de qualidade.

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