
Há capítulos na vida que podem chegar ao seu destino final, mas que ainda assim, têm forças para continuar inspirando a caminhada de outras pessoas por anos a fio. Falo isso com clareza, porque tem mais ou menos uns 06 anos que passei pela Universidade Federal do Acre (UFAC) e deixei um legado tão forte que, hoje motiva a Ana Clara a também iniciar uma história tão rica quanto a minha dentro da Licenciatura em Letras Português dessa mesma instituição.
A Ana Clara tem 20 anos, tem Paralisia Cerebral e agora é a mais nova acadêmica de Letras/Português da Universidade Federal do Acre (UFAC) – Campus Floresta. Ela desejava ingressar nesse curso, porque sempre acompanhava a minha coluna no jornal local e isso, a inspirou a lutar por essa formação para se tornar, talvez mais uma colunista que eleva a voz das pessoas com deficiência ou até mesmo mais uma escritora de grande força na nossa região.
Num país que tem um baixo índice de pessoas com deficiência ingressando no Ensino Superior, ver uma pcd chegando à Universidade é uma grande felicidade e, de certa forma, uma afronta para a sociedade, pois mostra que podemos tudo o que quisermos. Por isso, que cada vez mais possamos ver mais e mais pessoas com as mais diversas deficiências ocupando o ambiente universitário e que, a cada dia que esse lugar de conhecimento se adapte para receber da melhor forma os seus alunos acadêmicos com deficiência.
E, Ana Clara, eu desejo que a sua trajetória na Universidade seja mais fácil e tão linda quanto a minha. E, se tiver que brigar por mais inclusão e acessibilidade, você brigue!!!
Ritinha Andrade



