Uma operação integrada de fiscalização ambiental resultou na aplicação de mais de R$ 3,4 milhões em multas por desmatamento ilegal no Acre em apenas sete dias de atuação. A ação também levou ao embargo de 684,6 hectares de áreas degradadas e à apreensão de madeira extraída de forma irregular, reforçando as medidas de combate à devastação florestal no estado.
Os resultados fazem parte da Operação Amburana, iniciada no dia 23 de fevereiro com o objetivo de intensificar a fiscalização em regiões consideradas críticas para o avanço do desmatamento.
Durante a primeira semana de atividades, as equipes responsáveis pela operação analisaram 94 alertas de desmatamento identificados por sistemas de monitoramento via satélite. As informações permitiram direcionar as ações diretamente para áreas com indícios de degradação ambiental.
Ao longo das fiscalizações, foram embargados 684,665 hectares, apreendidos 24 metros cúbicos de madeira de origem ilegal e lavrados autos de infração que somam cerca de R$ 3,4 milhões em penalidades.
A operação é realizada dentro do Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SIMAMC) e envolve a atuação conjunta de diversos órgãos estaduais, como a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (Sema), o Batalhão de Polícia Ambiental do Acre (BPA), o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).
As equipes utilizam dados gerados por sistemas de monitoramento remoto para identificar rapidamente novas áreas desmatadas, permitindo que a fiscalização seja direcionada com maior precisão e rapidez.
Os resultados da operação ocorrem em um momento em que o Acre apresenta avanço no controle do desmatamento. Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) indicam que, no período entre agosto de 2024 e julho de 2025, o estado registrou cerca de 320 km² de área desmatada.
O número ficou 252 km² abaixo da meta estabelecida, que era de aproximadamente 572 km², representando uma redução de 43% em relação ao limite previsto pelo Plano de Prevenção, Controle de Desmatamento e de Queimadas do Acre (PPCDQ).
As ações de fiscalização continuam sendo realizadas em diferentes regiões do estado com o objetivo de identificar novas áreas degradadas, responsabilizar infratores e ampliar a proteção das florestas acreanas.






