Propostas que tratam do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas levantam dúvidas sobre como ficarão modelos especiais, como a escala 12×36, muito utilizada em setores como saúde, segurança e serviços essenciais.
Pelas propostas em discussão, a escala 12×36 não deve acabar automaticamente, mas pode passar por mudanças. A principal alteração seria a necessidade de adequação à nova carga horária semanal e, em alguns casos, a exigência de negociação coletiva entre empresas e sindicatos. Atualmente, esse regime alterna semanas de 48 e 36 horas, com média de cerca de 42 horas semanais.
O trabalho aos sábados também não seria proibido. A previsão é que o sábado passe a ser considerado um dia de descanso preferencial dentro da lógica de uma jornada com dois dias de folga, mas atividades que precisam funcionar continuamente poderão manter escalas, desde que respeitadas as regras de compensação e os limites de horas trabalhadas.
Outra possível mudança é que acordos individuais para adoção de escalas especiais deixem de ser suficientes, com a exigência de participação sindical para determinados formatos. As propostas ainda dependem da tramitação no Congresso e podem sofrer alterações antes de uma eventual aprovação.






