Festival do Coco evidencia força da agricultura de Mâncio Lima, com destaque para o coco e o café

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O V Festival do Coco, realizado neste fim de semana em Mâncio Lima, a cidade mais ocidental do Brasil, tem se consolidado não apenas como uma celebração cultural, mas também como vitrine da agricultura local. Além do concurso do maior cacho e do coco com mais volume de água, o evento evidenciou a força de duas cadeias produtivas que se destacam cada vez mais: o coco e o café.

O prefeito Zé Luiz destacou o sucesso do festival e o empenho da gestão municipal para valorizar a produção agrícola:
“Temos recebido muitos elogios. A população tem participado, e é um orgulho ver a feira se tornar um espaço em que todos se sentem em casa. Esse evento mostra não só a força do coco, mas também o potencial do café e de outros produtos que sustentam a nossa economia”, disse.

Coco: tradição e sustentabilidade

Na segunda noite do festival, a agricultora Quegila Costa, do Rio Moa, apresentou um cacho com 60 frutos, conquistando o prêmio de maior cacho. Ela ressaltou que o segredo está no cuidado com a terra:
“A terra fértil, a preservação do meio ambiente e o não uso de substâncias tóxicas ajudam a produzir melhores produtos”, destacou.

Já o agricultor Jocimar Rodrigues levou o título de coco com maior volume de água, surpreendendo com um fruto que rendeu 960 ml.

Café: nova força econômica da região

Se o coco é tradição, o café tem se mostrado uma verdadeira revolução na agricultura local. O produtor Romualdo da Silva, participou da QualiCafé 2025, conquistando reconhecimento com grãos de alta qualidade, como o clone 025, avaliado acima de 80 pontos e classificado como café especial.

O agricultor contou que o sucesso vem do manejo cuidadoso e do zelo familiar:
“É um projeto de paixão, com adubação correta e manejo adequado. O resultado é um grão de qualidade, reconhecido entre os melhores”, afirmou.

O crescimento da cafeicultura também tem transformado a vida de pequenos agricultores. Segundo o ex-prefeito e líder regional Jonas Lima, a cultura gerou mais de 400 empregos diretos na última safra, movimentando cerca de R$ 1,5 milhão em quatro meses apenas com colheitas.
“O café chegou como uma luva para o pequeno produtor. Em pouco tempo, já vemos agricultores que mudaram de vida. É renda, emprego e dignidade para muitas famílias”, enfatizou.

Diversificação e futuro promissor

Além do coco e do café, Mâncio Lima segue forte na produção de mandioca, mamão e pescado, mostrando o potencial de uma agricultura diversificada e sustentável. O Festival do Coco, que encerra neste domingo (15) com show da dupla Danilo e Davi, reafirma o compromisso da região em valorizar sua cultura e fortalecer a economia rural.

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