Os dados de 2025 traçam um cenário preocupante da violência contra a mulher no Acre. Entre janeiro e novembro, 13 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado, segundo informações do Painel de Monitoramento do Ministério Público do Acre (MPAC). O levantamento revela que a faixa etária mais atingida é a de 40 a 44 anos.
De acordo com os números, três das vítimas estavam nessa faixa etária, o que corresponde a 23% do total de casos registrados no período. Em seguida aparecem adolescentes de 15 a 19 anos e mulheres entre 25 a 29 e 35 a 39 anos, com dois registros cada. O perfil racial das vítimas mostra predominância de mulheres pardas, que representam 84,62% dos casos. Mulheres brancas e pretas aparecem com um caso cada.
A distribuição geográfica indica que a maioria dos feminicídios ocorreu fora da capital. Dos 13 registros, 10 aconteceram em municípios do interior, o equivalente a 76,92% dos casos, enquanto Rio Branco concentrou três ocorrências. Entre os municípios com maior número de registros estão Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá. Também houve casos isolados em Bujari, Capixaba, Feijó, Mâncio Lima, Porto Acre e Senador Guiomard.
Outro aspecto que chama atenção é a incidência nas áreas de fronteira. Mais da metade das mortes, 53,85%, ocorreu na faixa de fronteira, enquanto 46,15% foram registradas na linha de fronteira, regiões que historicamente apresentam maior vulnerabilidade social e índices elevados de violência.
A análise do período das ocorrências mostra que a noite é o horário mais perigoso, concentrando cinco feminicídios, o que representa 38,46% do total. A manhã aparece em seguida, com quatro casos, e a madrugada soma três registros. Apenas uma morte ocorreu durante a tarde.
Quanto aos dias da semana, as quartas e sextas-feiras lideram as estatísticas, mas os dados também apontam números expressivos aos domingos, sábados e terças-feiras, indicando que a violência contra a mulher ocorre de forma recorrente, sem se restringir a um dia específico.
Com informações: A Gazeta do Acre






