Redação Juruá Online
O nível do Rio Juruá apresentou uma vazante significativa nos últimos dias, chegando a 13,20 metros, apenas 24 centímetros acima da cota de transbordo. No entanto, a Defesa Civil Municipal alerta que o retorno das famílias desalojadas só poderá ocorrer quando o nível atingir a cota de alerta, de 11,80 metros, e após inspeção das casas para garantir condições seguras de habitação e mobilidade.
De acordo com José Lima, coordenador da Defesa Civil Municipal, o retorno das famílias segue protocolos rígidos. “Precisamos verificar se a residência tem condições adequadas para a volta da família e se há segurança para entrada e saída da casa. Só então autorizamos o retorno,” explicou.
Retorno precipitado não é recomendado
Apesar da expectativa de algumas famílias em voltar para casa antes da autorização oficial, a Defesa Civil não recomenda essa atitude. “Se uma família decidir retornar por conta própria, a responsabilidade será exclusivamente dela. Normalmente, nesses casos, assinamos um protocolo que formaliza essa decisão, mas a Defesa Civil só transporta os moradores de volta quando há segurança no local”, ressaltou Lima.
Planejamento e previsão de chuvas
O planejamento para o retorno das famílias começa desde o momento em que elas são levadas para os abrigos. “Temos equipes de prontidão para auxiliar nesse retorno assim que for seguro. Além disso, há uma urgência para que as famílias saiam das escolas que servem como abrigo, pois as aulas precisam ser retomadas,” destacou o coordenador.
Sobre as previsões climáticas, Lima informou que há uma estimativa de apenas 51 milímetros de chuva até o final do mês. “Esse volume não é tão significativo, considerando que o rio já está baixando com velocidade. Nosso inverno amazônico vai até o final de abril, então ainda podemos ter chuvas expressivas, mas a previsão para o próximo mês será divulgada apenas no início dele,” afirmou.
Cuidados para os moradores
Enquanto o nível do rio continua baixando, a Defesa Civil faz um alerta para os moradores que ainda permanecem nas áreas afetadas. Entre os principais riscos estão a quebra de barrancos, instabilidade estrutural das casas sobre estacas (barroches) e doenças infecciosas, como leptospirose e hepatite. Além disso, a presença de animais peçonhentos aumenta, pois, ao recuar, as águas os fazem retornar para áreas habitadas em busca de alimento.
“Pedimos que os moradores tenham cautela, evitem pisar na lama constantemente e monitorem crianças brincando na área. Todo cuidado é necessário para evitar acidentes e problemas de saúde,” reforçou Lima.
Contatos de emergência
Para qualquer necessidade ou solicitação de auxílio, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone (99) 9965-6237 ou com o Corpo de Bombeiros pelo número 193.