Familiares de presos do presídio Manoel Nery da Silva, em Cruzeiro do Sul, no Acre, fizeram uma manifestação nesta segunda-feira, 29, em frente à Cidade da Justiça, para chamar a atenção do judiciário para a situação dos detentos. Eles alegam que os presos sofrem maus-tratos, tortura, falta de água, de higiene e de assistência médica.
As mulheres que foram visitar os presos no sábado relataram que os agentes do Grupo Especializado de Operações Penitenciárias (GEPOE) agiram com violência, retirando os presos na frente das crianças, levando-os para o corretivo por motivos simples. Elas disseram que os agentes jogaram spray de pimenta e gás lacrimogêneo dentro do bloco, afetando várias crianças, que passaram mal e vomitaram.
Elas também informaram que os presos são submetidos a um procedimento nu, que dura de 10 horas da manhã até quase 10 horas da noite, sem água e sem comida. As mulheres afirmaram que as celas estão todas sujas, com fezes nos sanitários, e que há muitos presos doentes e machucados.
A manifestação contou com a presença de cerca de 20 pessoas, que levaram cartazes, pedindo uma intervenção do judiciário no presídio. Eles disseram que querem que os direitos humanos dos presos sejam respeitados, e que eles tenham condições dignas de cumprir suas penas.
O presídio Manoel Nery da Silva é o maior do Juruá, e abriga cerca de 700 presos. Nos últimos meses foram registradas ao menos quatro tentativas de fuga.
Com informações do Juruá24Horas






