O Congresso dos Estados Unidos aprovou um novo pacote de sanções contra a Rússia, ampliando a pressão econômica sobre Moscou em meio à guerra na Ucrânia. O texto foi aprovado pela Câmara dos Representantes nesta quarta-feira (16) e segue agora para sanção do presidente Donald Trump.
A medida autoriza o governo norte-americano a aplicar tarifas de até 100% sobre produtos de países que continuarem comprando petróleo e gás russos. Segundo os defensores da proposta, o objetivo é reduzir as receitas que financiam o esforço de guerra da Rússia e aumentar o isolamento econômico do governo de Vladimir Putin.
O projeto recebeu apoio majoritário no Congresso, incluindo votos de parlamentares democratas e republicanos. Apesar disso, houve críticas dentro da oposição. O líder democrata Hakeem Jeffries questionou a ampliação dos poderes do Executivo para adotar medidas que, segundo ele, podem gerar impactos econômicos também para os próprios Estados Unidos.
Entre os apoiadores da proposta está o deputado republicano Mike Johnson, que afirmou que a legislação envia uma “mensagem poderosa” à Rússia. Segundo ele, o pacote fortalece as sanções econômicas contra o governo russo, instituições financeiras e também contra países que ajudam Moscou a contornar restrições internacionais por meio da compra de petróleo e gás a preços reduzidos.
A medida foi comemorada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Em declaração pública, o líder ucraniano afirmou que o endurecimento das sanções representa uma ferramenta importante para pressionar a Rússia e contribuir para uma solução negociada do conflito.
Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, Estados Unidos e aliados ocidentais vêm adotando sucessivas rodadas de sanções econômicas contra Moscou. O novo pacote amplia esse cerco ao atingir também países que mantêm relações comerciais com o setor energético russo, uma das principais fontes de receita do Kremlin.





