Estudantes do Acre conquistam bronze em Olimpíada Nacional de História e levam nome de Tarauacá à Unicamp

Três estudantes do Instituto Federal do Acre (Ifac), campus Tarauacá, conquistaram medalha de bronze na final da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo. A equipe formada por Leandro Gustavo Oliveira Silva, Pietro Pereira Gomes e Semilly Suzan Bezerra Pereira, todos de 16 anos e alunos do 2º ano do ensino médio, representou o Acre na etapa presencial após conquistar a medalha de ouro na fase estadual.

Com o tema “Mulheres na Ciência, Mulheres Cientistas no Brasil”, a edição deste ano reuniu mais de 64 mil equipes de todo o país. Apenas 353 chegaram à fase final, realizada nos dias 29 e 30 de agosto, em Campinas.

Orientadora dos estudantes, a professora de História Nadja Silva destacou que a olimpíada vai além da disputa por medalhas. Segundo ela, a experiência representa uma verdadeira celebração do conhecimento e do aprendizado coletivo.

A trajetória da equipe também marcou um feito inédito para Tarauacá, que chegou pela primeira vez à final nacional da competição. Para simbolizar a identidade do município, conhecido como a “terra do abacaxi gigante”, a professora levou para a Unicamp um abacaxi de quase 10 quilos, que ficou exposto durante o evento.

De acordo com Nadja, Acre e Pará foram os únicos estados da Região Norte a conquistarem medalhas nesta edição da olimpíada. Ela ressaltou ainda a importância do resultado para valorizar o ensino público desenvolvido no interior da Amazônia.

A viagem até Campinas foi marcada por desafios. Segundo o estudante Pietro Pereira Gomes, um dos voos previstos foi cancelado, obrigando a equipe a alterar o trajeto e seguir de carro após desembarcar em outro aeroporto. O grupo chegou ao destino por volta das 23h, horas antes da prova final.

Mesmo com pouco descanso, os estudantes participaram da etapa decisiva, composta por duas questões discursivas relacionadas ao papel das mulheres na ciência. Pietro conta que o esforço valeu a pena e que a emoção tomou conta da equipe durante a cerimônia de premiação.

“Quando falaram ‘Acre’, já estávamos comemorando. Depois anunciaram ‘Tarauacá’ e aí sabíamos que a medalha era nossa. Foi uma conquista que valeu cada hora de dedicação”, relatou.

Além da equipe medalhista, o campus do Ifac em Tarauacá também se destacou com a equipe Acrisas, formada por Anna Isabelle de Oliveira Alves e outras duas estudantes, que conquistou medalha de prata na etapa estadual.

Para Anna, a competição exigiu análise crítica, pesquisa e trabalho em grupo. Ela destacou que a participação na olimpíada mostrou o potencial dos estudantes acreanos em competições nacionais.

“É uma forma de mostrar que existem alunos no Acre com muito potencial, que conseguem chegar longe em competições nacionais e que têm um futuro brilhante pela frente”, afirmou.

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