O estudante Robson de Freitas, encontrado nesta segunda-feira após ter um surto psicótico e ficar 15 dias desaparecido em Paris, capital da França, se alimentou e dormiu nas ruas durante todo o período.
A informação foi dada pela irmã de Robson, Cyntia de Freitas. Ela conta que ainda não conversou com o estudante sobre os detalhes do desaparecimento para não deixá-lo mais abalado.
“Não conversamos muito [com Robson] porque ele está bem abalado, cansado, e não quero relembrar muito, sabe? Mas vamos buscar ele”, contou Cyntia.
Cyntia e o outro irmão de Robson, Pedro Henrique Freitas, embarcam nesta quarta-feira (9) com destino a Paris para buscar o estudante.
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Em uma rede social, Pedro Henrique Freitas exibiu o passaporte e comemorou o embarque rumo à França para buscar Robson — Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal
Antes de desaparecer, Robson tinha voo marcado de volta ao Brasil para realizar tratamento médico por conta de um primeiro episódio de crise do pânico, na Irlanda, país da Europa onde morava.
Relembre o caso
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Cartaz de desaparecido de Robson foi atualizado nesta sexta-feira (28) pelos irmãos — Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal
Robson Amorim de Freitas, de 32 anos, que é da cidade de Ibatiba, no interior do Espírito Santo, foi localizado pelos familiares na noite desta segunda-feira (7).
Ele morava na Irlanda, mas abandonou o país após um primeiro surto, no dia 21. Segundo os relatos dos irmãos Pedro Henrique de Freitas e Cyntia de Freitas, Robson embarcou para a França por acreditar que a máfia irlandesa estava atrás dele.
Com a constatação do episódio de surto, os irmãos o convenceram a retornar ao Brasil para realizar o tratamento médico. O voo sairia do Aeroporto Charles de Gaulle no dia 22, às 20h, com chegada prevista em solo brasileiro para 6h35 de domingo, no horário de Brasília.
Quando aguardava na sala de teste de Covid-19 do aeroporto parisiense, Robson entrou em outro surto, acreditando novamente que estava sendo perseguido. Em contato com os irmãos, alegou que estava com crise de ansiedade e, portanto, sem condições de embarcar.
De acordo com os irmãos, Robson teria dado entrada em uma clínica da região após sair do aeroporto, ao lado do Hospital Saint-Anne. Foi a partir da saída dele da clínica que a família não conseguiu mais contato com Robson.
A polícia francesa encontrou o celular do estudante capixaba na última semana.
Mas foi o próprio Robson se viu em um cartaz na rua, na França, e pediu ajuda a um homem, que ligou para os parentes dele. O estudante foi levado para a casa de um primo, que mora no país e aguarda a chegada dos familiares para voltar para o Brasil.
Via-G1





