A previsão de uma seca severa nos próximos meses levou o Governo do Acre a decretar situação de emergência em todo o estado e acendeu um sinal de alerta para as populações indígenas. Segundo o decreto publicado nesta semana, a estiagem poderá afetar diretamente 36 terras indígenas, 246 aldeias e 16 povos indígenas acreanos.
O cenário preocupa devido à possibilidade de redução acentuada dos níveis dos rios, principal meio de transporte utilizado por muitas comunidades. Com a navegação comprometida, aumenta o risco de isolamento, dificuldade no abastecimento de alimentos e medicamentos e restrições no acesso a serviços essenciais.
Além dos impactos na mobilidade, o governo também aponta riscos relacionados à escassez de água potável e prejuízos à produção agrícola de subsistência, atividade fundamental para a segurança alimentar de diversas aldeias.
A situação é acompanhada pela Defesa Civil Estadual, que deverá coordenar ações de monitoramento e resposta durante o período mais crítico da estiagem, previsto para ocorrer entre agosto e novembro. A preocupação é ampliada pela possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño, que historicamente contribui para a redução das chuvas na região amazônica.
Com a chegada do verão amazônico, lideranças indígenas, órgãos ambientais e autoridades de proteção civil devem intensificar o acompanhamento das condições dos rios e das comunidades mais vulneráveis.





