As empresas estatais federais acumularam déficit de R$ 8,3 bilhões entre janeiro e julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (31), por meio do Boletim de Estatísticas Fiscais.
Somente em julho, o resultado negativo das estatais federais foi de R$ 476 milhões. Apesar do déficit, o valor é inferior ao registrado no mesmo período dos dois anos anteriores, quando o rombo foi de R$ 538 milhões em 2024 e de R$ 1,62 bilhão em 2025.
Considerando empresas federais, estaduais e municipais, o déficit das estatais em julho somou R$ 1,1 bilhão. As empresas federais registraram déficit de R$ 476 milhões, as estaduais tiveram resultado negativo de R$ 653 milhões, enquanto as municipais apresentaram superávit de R$ 18 milhões.
O maior impacto nas contas das estatais federais ocorreu nos primeiros meses do ano. Em janeiro, o déficit alcançou R$ 3,33 bilhões. Nos meses seguintes, os resultados foram de R$ 829 milhões negativos em fevereiro, R$ 249 milhões em março, R$ 1,53 bilhão em abril, R$ 27 milhões em maio, R$ 1,84 bilhão em junho e R$ 476 milhões em julho.
O indicador do Banco Central não inclui empresas como Petrobras e Eletrobras, concentrando-se principalmente em estatais com maior dependência financeira.
Entre as empresas que mais pressionam os resultados estão os Correios. A estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e encerrou o primeiro semestre de 2026 com perdas de quase R$ 5,6 bilhões, acumulando 16 trimestres consecutivos de déficit.
Para auxiliar a recuperação financeira da empresa, os ministérios do Planejamento, Gestão e Comunicações anunciaram que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 deverá prever um aporte de R$ 6 bilhões aos Correios. Segundo o governo federal, a medida busca garantir maior estabilidade financeira e apoiar o plano de reestruturação da estatal.





