Escolas de Cruzeiro do Sul reforçam segurança com revistas em mochilas e detectores de metal após tragédia em Rio Branco

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Após o episódio trágico registrado recentemente em Rio Branco, escolas de Cruzeiro do Sul começaram a adotar medidas mais rígidas de segurança nas unidades de ensino. Entre os novos protocolos estão revistas visuais em mochilas, reforço no monitoramento da entrada de alunos e uso de detectores de metal.

As mudanças seguem orientações da Secretaria de Estado de Educação e têm mobilizado gestores, professores, pais e equipes administrativas das escolas. Apesar de preocupações sobre a falta de servidores e a dificuldade logística para colocar as medidas em prática, a maioria dos entrevistados considera os procedimentos necessários para aumentar a segurança no ambiente escolar.

Na Escola João Kubitschek, o gestor Domingos Sampaio afirmou que a unidade iniciou uma força-tarefa envolvendo funcionários e famílias para conscientização sobre o momento vivido pelas escolas.

“Desde ontem estamos acolhendo os alunos, fazendo vistoria visual das mochilas e trabalhando a conscientização sobre a cultura de paz nas escolas”, destacou.

Segundo ele, até o momento não houve qualquer intercorrência relacionada aos novos procedimentos. Ainda assim, Domingos reconhece que a aplicação das medidas exige mais pessoal.

“A gente precisa de um efetivo maior de recursos humanos, porque o fluxo de alunos é muito grande. Isso pode até atrasar o início das aulas, mas é algo importante para a segurança de todos”, afirmou.

O gestor informou ainda que a escola deverá utilizar detectores de metal assim que os equipamentos forem disponibilizados pela Secretaria de Educação.

Pais relatam preocupação e apoio às medidas

Durante reunião realizada com pais de alunos na Escola São José, famílias demonstraram preocupação após o caso que gerou alerta em todo o estado, mas defenderam o endurecimento das regras de segurança.

O enfermeiro José L., pai de uma estudante, afirmou que a filha ficou apreensiva após o ocorrido.

“Ela ficou nervosa, assustada. A gente conversa em casa para passar segurança e orientar os filhos a comunicarem qualquer situação estranha à direção da escola”, disse.

Mesmo reconhecendo que os procedimentos podem gerar demora na entrada dos estudantes, ele afirmou apoiar totalmente as medidas.

“Verificação de mochilas, triagem, tudo isso é importante para proteger alunos e professores”, declarou.

A auxiliar administrativa Roberta Caterini, que também é mãe de aluno, disse acreditar que o momento exige mais participação das famílias no acompanhamento da rotina dos filhos.

“É importante observar amizades, o que os filhos assistem, o que levam para a escola. Isso serve de alerta para toda a sociedade”, afirmou.

Ela contou ainda que o filho ficou abalado após o episódio recente.

“Assustou tanto os alunos quanto os pais. Agora precisamos conversar mais com eles e reforçar essa sensação de segurança”, completou.

Colégio Militar já utilizava protocolos semelhantes

No Colégio Militar Dom Pedro II, em Cruzeiro do Sul, parte dos procedimentos já era adotada antes das novas recomendações estaduais. O subdiretor da unidade, segundo-tenente Márcio Moraes, explicou que o colégio apenas reforçou algumas ações.

“Passamos a usar de forma mais rígida o detector de metal e intensificamos as revistas individuais nas bolsas”, explicou.

Segundo ele, a experiência mostra que as revistas preventivas ajudam a evitar situações de risco dentro das escolas.

“Já encontramos objetos que não deveriam estar dentro do colégio. Por isso acreditamos que esses procedimentos são benéficos para a segurança do público escolar”, afirmou.

Gestores apontam dificuldades

Nos bastidores, gestores escolares também têm demonstrado preocupação com a viabilidade das medidas, principalmente em escolas com grande número de estudantes e poucos servidores disponíveis para realizar as revistas.

Durante reuniões com a Secretaria de Educação, diretores relataram dificuldades para executar os protocolos sem comprometer o horário das aulas e a dinâmica escolar. Apesar disso, a maioria considera que o reforço na segurança é necessário diante do clima de apreensão vivido por alunos, pais e profissionais da educação.

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