O envio do projeto de lei que trata do reajuste salarial e dos auxílios dos servidores públicos do Acre foi adiado para esta quarta-feira, 1º de abril. A informação foi confirmada pelo secretário de Governo, Luiz Calixto, em entrevista ao portal A Gazeta nesta terça-feira (31). Segundo ele, a proposta não foi encaminhada dentro do prazo previsto devido à falta de consenso entre o governo e os sindicatos, mesmo após mais uma rodada de negociações.
De acordo com Calixto, a expectativa é que o texto seja enviado ainda nesta quarta-feira, desde que haja concordância da maioria das categorias. Ele destacou que o impasse persiste porque a proposta gira essencialmente em torno de valores, o que tem dificultado o entendimento entre as partes.
As negociações avançaram nos últimos dias e já estão na fase final, com reuniões entre representantes do governo estadual e da frente sindical. No entanto, o principal ponto de divergência continua sendo o valor dos auxílios. Inicialmente, os sindicatos reivindicaram o pagamento de R$ 1 mil tanto para o auxílio-alimentação quanto para o auxílio-saúde. Em resposta, o governo apresentou uma contraproposta de R$ 700 para alimentação e R$ 500 para saúde, sendo este último voltado principalmente para servidores inativos e aposentados. Diante do cenário, os trabalhadores chegaram a apresentar uma proposta intermediária, mas ainda sem consenso definitivo.
O projeto em discussão prevê o aumento do auxílio-alimentação de R$ 420 para R$ 700, a criação de um auxílio-saúde de R$ 500 para servidores aposentados, o pagamento de auxílio-alimentação de R$ 700 para militares e a aplicação da Revisão Geral Anual (RGA) com índice de 20,39%. O texto, no entanto, só será encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado do Acre após um acordo entre governo e sindicatos.
A situação ocorre sob pressão de prazo legal, o que aumenta a tensão nas negociações e pode impedir novos reajustes ao longo de 2026 caso não haja definição imediata. Nesta terça-feira, servidores realizaram protestos em frente à Aleac, cobrando uma solução. Representantes sindicais afirmam que houve recuos nas propostas para tentar viabilizar o acordo, mas alertam que o tempo para negociação está se esgotando. Enquanto isso, governo e categorias seguem em tratativas para tentar fechar um entendimento antes do envio do projeto ao Legislativo.






