Encabeçada por jovem, federação defende projetos para aliar tecnologia à educação e inclusão no Acre

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Com projetos visionários e voltados para um futuro tecnológico e inclusivo, a Federação Acreana de Esportes Eletrônicos, Inovação e Tecnologia (FEACEE) está estudando projetos que colocam a conectividade a favor da educação, inclusão e avanços no Acre.

Da forma como tenta se estabelecer atualmente, a federação vem sendo construída pelas mãos de muitos jovens e encabeçada por Henrique Álefy, de 23 anos. Atualmente, ele estuda logística no Instituto Federal do Acre (Ifac) e é embaixador do Movimento Mapa Educação.

Para ele, o objetivo da federação é fazer com que o estado faça parte do ecossistema nacional de esportes eletrônicos, filiado a Confederação Brasileira de Desporto Eletrônico (CBDL), assim como acontece nos esportes físicos.

Atualmente, o grupo desenvolve projetos em atividades, como feiras e eventos de games e tecnologia. Para o futuro, o foco, segundo Henrique, é trabalhar nos eixos de educação, inclusão e tecnologia.

“Estamos em processo de constituição. Até então, desde 2021 atuavam como Liga Acreana e-Sport, que era destinada apenas a competições. Com a federação, expandimos nossa atuação para a realização dos demais projetos na tecnologia”, explica.

Henrique Álefy, de 23 anos, é presidente da federação no Acre — Foto: Arquivo pessoal

Henrique Álefy, de 23 anos, é presidente da federação no Acre — Foto: Arquivo pessoal

  • Gamificação no ensino e jogos eletrônicos escolares

Segundo Henrique, consiste em aplicar elementos de jogos no processo de aprendizagem, seja por meio de plataformas ou dinâmicas.

“A ideia é aplicar conhecimento através de atividades interativas, o que colabora com o desenvolvimento e participação do aluno, além de oferecer estímulos externos que ajudam no processo de aquisição de conhecimento e no reforço escolar. Isso como metodologia de ensino. No caso, não haveria alteração do conteúdo da grade, mas na forma como o conteúdo é aplicado. Estamos nos conectando com uma startup de desenvolvimento de metaverso que já constrói plataformas de gamificação e estudando a respeito para então apresentar à Secretaria de Educação. Inclusive, a startup é acreana”, destaca o presidente da federação.

O plano deve ser desenvolvido também junto ao Movimento Mapa Educação, onde ele é embaixador. Esse é um movimento que destina-se a formar líderes ativistas da educação para a montagem de projetos para a educação básica.

Estadual de e-Sport no Via Verde Shopping — Foto: FEACEE

Estadual de e-Sport no Via Verde Shopping — Foto: FEACEE

  • Desenvolvimento intelectual e social de crianças atípicas por meio dos jogos eletrônicos

A inclusão, tendo como ferramenta a tecnologia, também é um dos focos da federação. O segundo eixo é que plataformas digitais e jogos possam auxiliar no desenvolvimento de crianças atípicas.

“Nos baseamos nos estudos científicos que comprovam a melhorias na comunicação social e outras questões cognitivas, de aprendizagem e físicas, que foram desenvolvidos para ajudar as pessoas autistas. Esse projeto será apresentado junto ao projeto anterior à Secretaria de Educação para o desenvolvimento das atividades específicas as turmas de alunos autistas.Seria jogos selecionados conforme especificação, para a prática”, pontua.

  • Cursos e concursos de desenvolvimento de jogos e metaverso

Henrique destacou ainda que as atividades envolvendo tecnologias e os avanços do metaverso têm sido lucrativas em todo o mundo e recebem incentivo em países desenvolvidos. Segundo ele, é necessário que o Acre abra espaço e comece a ver esse mercado com outros olhos.

“Nos países desenvolvidos, essa atividade vem recebendo bastante investimento mundo afora diante seu grande potencial, não somente para o desenvolvimento de jogos eletrônicos, mas também para o desenvolvimento de metaverso e gamificação no mercado da tecnologia.”

O desafio de propor tudo isso em um estado como o Acre no meio da Amazônia é mostrar que o estado tem potencial para ser referência no setor e que o ramo é uma aposta certa para quem deseja investir ou expandir seus negócios.

“As grandes empresas de diversos segmentos já estão contratando serviços de metaverso para seus projetos. O maior desafio é convencer o mercado da importância de se integrar e acompanhar o avanço da tecnologia. Já no setor público, queremos mostrar o quanto a tecnologia tem um grande potencial econômico e social, e que nossa região precisa se fortalecer quanto a isso”, analisa.

Segundo Henrique, consiste em aplicar elementos de jogos no processo de aprendizagem — Foto: Arquivo pessoal

Segundo Henrique, consiste em aplicar elementos de jogos no processo de aprendizagem — Foto: Arquivo pessoal

Amazônia Que Eu Quero

A região mais verde do planeta e os amazônidas demandam a discussão de assuntos que são fundamentais e que nem sempre estão presentes no pleito político, de modo a gerar ações construtivas para a região em um ano tão determinante para os eleitores. A temporada de 2023 do projeto Amazônia Que Eu Quero traz como tema “Educar para desenvolver e proteger”.

A Fundação Rede Amazônica (FRAM), braço institucional do Grupo Rede Amazônica, lançou em 2021 a plataforma Amazônia Que Eu Quero, e te chama à reflexão: Qual a Amazônia que você quer para o futuro?

A Plataforma Amazônia Que Eu Quero busca incentivar uma ação democrática que leve a população a exigir seus direitos junto aos representantes legais, elevando o nível de comprometimento e de atuação dos gestores públicos. Tal dinâmica possibilita o amadurecimento do senso crítico na escolha dos candidatos, a capacidade de análise da população e o voto consciente, levando a uma melhoria do processo democrático da região Amazônica.

Estão sendo realizados painéis, fóruns de debates on-line e ações presenciais para discussão e engajamento da população nos 5 Estados da Amazônia – Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.

Com informações g1 Ac

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