A empresa Baires Fly S.A., responsável pelo jatinho utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) no trajeto da Argentina aos Estados Unidos, é investigada na Argentina por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a um esquema de corrupção na Agência Nacional de Discapacidade (Andis), órgão público argentino.
Flávio deixou a Argentina na noite de terça-feira (27), a bordo de um avião Gulfstream G400, acompanhado da esposa e das filhas. A aeronave fez uma escala no Equador antes de seguir para os Estados Unidos.
Segundo informações do governo argentino, o senador entrou no país pela fronteira da província de Misiones às 22h50 e embarcou no jatinho às 23h30.
Investigação na Argentina
O caso envolve suspeitas de irregularidades em contratos públicos da Andis durante 2025, no governo do presidente Javier Milei. De acordo com o Ministério Público Fiscal argentino, ex-funcionários do órgão, empresários e intermediários são investigados por suposto direcionamento de contratos, simulação de concorrência, sobrepreços na compra de medicamentos e pagamento de propinas.
Entre os nomes ligados ao caso está Diego Spagnuolo, ex-diretor da Andis e antigo advogado de Milei. Áudios atribuídos a ele e divulgados em agosto de 2025 levantaram suspeitas sobre cobranças de propina em contratos de medicamentos. As gravações também mencionam Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência argentina.
No desdobramento financeiro da investigação, promotores suspeitam que distribuidoras de medicamentos tenham transferido recursos à Baires Fly S.A. A empresa é investigada por supostamente emitir notas fiscais de serviços de transporte aéreo para justificar o recebimento dos valores.
O caso tramita na Justiça Federal criminal de Buenos Aires e permanece em fase de investigação. Até o momento, as suspeitas não representam uma condenação da empresa.





