No quarto trimestre, encerrado em dezembro, a taxa praticamente não teve variação e ficou em 10%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
A pesquisa aponta que, em dois anos, a desocupação do mercado de trabalho acreano recuou 3,7 pontos percentuais. No entanto, a taxa de desemprego no Acre ainda se encontra 3,9 pontos percentuais acima do menor nível da série, registrado em 2014, quando ficou em 7,8%.
O número de pessoas em busca de trabalho está 65,4% mais alto que em 2014, quando o mercado de trabalho do estado tinha o menor contingente de desocupados (26 mil) da série histórica da PNAD Contínua.
Embora a queda do desemprego tenha garantido a recuperação do mercado de trabalho, a pesquisa mostra que qualidade do emprego piorou. O Acre atingiu número recorde de empregados sem carteira assinada, 44 mil trabalhadores nesta condição, cerca de 8 mil a mais que em 2021, o que representa um aumento de 22%.
O emprego com carteira de trabalho também cresceu ao longo de 2022, mas em ritmo bem menos elevado – na comparação com 2021, o aumento foi de apenas 1,3%, totalizando cerca de 74 mil acreanos empregados com todas as garantias trabalhistas asseguradas pelo emprego com carteira.
O número de trabalhadores domésticos se manteve em 20 mil no ano passado no Acre, enquanto o de empregadores caiu de 11 mil para 8 mil em relação a 2021. Já os trabalhadores por conta própria totalizaram 91 mil, queda de 7% na passagem de 2021 para 2022.
Com informações g1





