O Acre registrou 74 pessoas desaparecidas entre janeiro e fevereiro de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. O número representa um aumento de 51% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 49 casos.
Os registros mostram que o crescimento já se manifesta nos primeiros meses do ano. Em janeiro de 2026, foram 33 ocorrências, enquanto fevereiro concentrou 41 casos. No mesmo intervalo de 2025, os números foram menores, com 22 registros em janeiro e 27 em fevereiro.
O levantamento também revela o perfil das pessoas desaparecidas. Em 2026, a maioria dos casos envolve homens, com 46 registros. As mulheres somam 22 ocorrências, além de 6 casos sem identificação.
Em relação à faixa etária, os dados indicam predominância de adultos. Ao todo, 55 pessoas desaparecidas têm 18 anos ou mais, enquanto 15 são menores de idade. Outros 4 registros não apresentam essa informação.
Na comparação com 2025, o perfil se mantém semelhante, mas com números mais baixos. No mesmo período daquele ano, foram registrados 35 homens desaparecidos, 13 mulheres e 1 caso sem informação. Quanto à idade, 37 eram adultos e 12 menores.
Considerando todo o ano de 2025, o Acre contabilizou 413 pessoas desaparecidas. Desse total, 238 eram homens e 156 mulheres. A maior parte também estava na faixa adulta, com 258 casos, enquanto 145 envolviam menores de idade.
A taxa de desaparecimentos no estado também apresentou aumento expressivo. Em 2026, o índice chega a 50,01 casos por 100 mil habitantes, número significativamente superior aos 5,54 registrados no mesmo período do ano anterior.
Em nível nacional, o Brasil já soma 13.978 pessoas desaparecidas em 2026, o que representa uma média de 237 casos por dia. Assim como no Acre, a maior parte das ocorrências envolve homens, seguidos por mulheres.
Os dados reforçam a necessidade de atenção por parte das autoridades e da sociedade diante do aumento dos registros já nos primeiros meses do ano.
Com informações: A Gazeta do Acre






