O defensor público Diego Luiz Sales Ribeiro Gonçalves, da unidade da Defensoria Pública em Cruzeiro do Sul, fez um alerta à população sobre golpes envolvendo o programa Desenrola Brasil, iniciativa criada pelo Governo Federal para ajudar famílias endividadas a renegociar débitos e recuperar o acesso ao crédito.
Segundo o defensor, o programa foi desenvolvido em parceria com instituições financeiras oficiais para reduzir o alto índice de inadimplência no país, que atualmente atinge mais de 80% das famílias brasileiras.
“O programa busca justamente facilitar para que essas famílias consigam saldar suas dívidas, voltar a ficar adimplentes e restaurar sua dignidade financeira”, explicou.
Defensoria alerta para golpes por WhatsApp e e-mail
Durante a entrevista, Diego Ribeiro destacou que criminosos têm aproveitado a popularidade do programa para aplicar golpes em consumidores, principalmente por meio de mensagens de WhatsApp, links falsos e e-mails fraudulentos.
O defensor orienta que as pessoas procurem exclusivamente os canais oficiais das instituições financeiras responsáveis pela dívida.
“Se a pessoa tem dívida com o Banco do Brasil, por exemplo, ela deve procurar os canais oficiais do Banco do Brasil. Se a dívida é com o Bradesco, deve procurar diretamente o Bradesco. Não se deve negociar com pessoas desconhecidas que se apresentam como representantes financeiros”, alertou.
Segundo ele, os golpes estão cada vez mais sofisticados e atingem principalmente consumidores em situação de vulnerabilidade financeira.
“Banco nenhum entra em contato informalmente por WhatsApp ou aplicativos de mensagens para renegociar dívida. É preciso ter cautela e desconfiar desse tipo de abordagem”, reforçou.
Vítimas devem procurar a polícia
O defensor público também explicou quais medidas devem ser tomadas por pessoas que tenham sido vítimas de fraude.
A orientação é registrar boletim de ocorrência na delegacia e apresentar provas, como prints de conversas, e-mails, comprovantes e registros das negociações suspeitas.
“A Defensoria Pública pode atuar na área cível buscando indenização por danos materiais e morais. Já na esfera criminal, a investigação cabe às autoridades policiais e ao Ministério Público”, explicou.
Educação financeira é necessária, diz defensor
Ao final da entrevista, Diego Ribeiro ressaltou que programas de renegociação ajudam momentaneamente, mas destacou que a população também precisa investir em educação financeira para evitar novos ciclos de endividamento.
“Não basta apenas o governo criar programas como o Desenrola. É preciso que as pessoas busquem mais consciência financeira, entendam seus gastos e aprendam a organizar sua saúde financeira. Caso contrário, isso acaba se tornando um ciclo sem fim”, concluiu.
O defensor ainda destacou que o endividamento excessivo afeta não apenas as famílias, mas também o comércio e toda a economia local.






