Cruzeiro do Sul se destaca em análise sobre tráfico e posse de drogas no Acre

spot_img

Um levantamento do Observatório de Análise Criminal do Ministério Público do Acre (MPAC), com dados de 2020 a julho de 2025, traz um panorama detalhado sobre as ocorrências relacionadas a tráfico, posse e encontro de drogas no estado. O estudo revela oscilações expressivas ao longo dos anos, tanto em volume de casos quanto em horários, dias da semana e distribuição geográfica.

Cenário estadual: altas e quedas entre 2020 e 2025

Os registros mostram que o Acre viveu picos e recuos nesse período. Em 2020, foram 1.943 ocorrências, número que saltou 33,5% em 2021, chegando a 2.595 casos – o maior índice da série. Já 2022 trouxe redução de 12,5% (2.270 ocorrências), seguida por uma pequena alta em 2023 (2.322, +2,3%). Em 2024, voltou a cair para 2.034 registros, uma retração de 12,4% em relação ao ano anterior.

Na comparação de janeiro a julho, o movimento foi parecido. De 2020 (1.223 casos) para 2021 (1.586), o aumento foi de 29,7%. Em 2022, caiu para 1.264, mas subiu novamente em 2023 (1.497, +18,4%). O ano de 2024 fechou o período com 1.268 registros (-15,3%). Já em 2025, até julho, foram 1.328 ocorrências, um crescimento de 4,7% frente ao mesmo período de 2024.

Cruzeiro do Sul e a participação dos municípios

Embora Rio Branco concentre historicamente a maior parte dos casos – chegando a 83,12% em 2020 e mantendo 60,62% em 2025 –, cidades do interior têm ganhado relevância.

Cruzeiro do Sul, por exemplo, teve destaque em 2021, quando respondeu por 12,06% de todas as ocorrências no estado, sendo o maior percentual já registrado pelo município no período analisado. Nos anos seguintes, sua participação variou, mas a cidade segue entre os principais polos fora da capital.

Outros municípios também aparecem de forma consistente: Sena Madureira, com 8,16% em 2024, e Tarauacá, que em 2025 alcançou 8,13%, números que mostram uma distribuição mais equilibrada das ocorrências entre o interior e a capital. Feijó também mantém presença, embora em menor escala.

2025: meses de maior concentração

O ano atual apresenta comportamento irregular. Maio foi o mês mais crítico, com 234 registros, seguido por julho (203), março e abril (193 cada), junho (184), janeiro (175) e fevereiro (146).

O que revelam os números

O estudo do MPAC mostra que, embora Rio Branco concentre a maioria das ocorrências, municípios como Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Tarauacá vêm ganhando espaço, evidenciando que o problema das drogas está mais distribuído pelo estado do que em anos anteriores. Em especial, Cruzeiro do Sul se firma como um ponto estratégico, tanto no registro de casos quanto na atenção das autoridades para políticas públicas de prevenção e combate.

spot_img

Notícias relacionadas:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS