Redação Juruá Online
A Universidade Federal do Acre (UFAC), campus de Cruzeiro do Sul, é palco nesta semana de um dos debates mais relevantes do país sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Entre os dias 9 e 11 de setembro acontece o Encontro Nacional de Economia Ecológica, realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, que ocorre junto ao Simpósio de Ciências Ambientais.
O evento reúne pesquisadores, professores, estudantes e representantes da sociedade civil de várias regiões do Brasil. A proposta é discutir de forma interdisciplinar os desafios ambientais e econômicos do país, com destaque para a Amazônia e os preparativos para a COP30, que será realizada no Brasil em 2025.
Para a professora Beatriz Maquione Sais, da Universidade Federal de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, a escolha de Cruzeiro do Sul como sede fortalece a pluralidade do encontro.
— “Foi uma decisão muito acertada sair do eixo Sudeste e trazer essa discussão para o Acre, em meio à Amazônia. Isso permite que pesquisadores de fora conheçam a realidade local e, ao mesmo tempo, abre espaço para que a população da região participe do debate”, destacou.
Segundo Beatriz, além de mesas redondas e debates, a programação inclui apresentações de trabalhos, minicursos e a construção de uma carta com contribuições para os debates internacionais sobre o clima. “As temáticas são atuais e importantes para o momento do Brasil. Ao final, esperamos encaminhar nossas propostas à COP30”, acrescentou.
A coordenadora do Mestrado em Ciências Ambientais da UFAC, Sonaira Souza da Silva, ressaltou que o evento é aberto ao público em geral e acontece das 8h às 17h até a próxima quinta-feira (11).
— “Todos nós já sentimos os efeitos das mudanças climáticas no cotidiano, seja no calor excessivo, nas chuvas fortes ou na estiagem prolongada. Por isso é fundamental que essa discussão não fique restrita a pesquisadores. A sociedade precisa participar para que possamos pensar juntos em soluções efetivas”, afirmou.

Para Naira, realizar o encontro no Acre tem um significado especial. “Mostra que a Amazônia não é uma só, ela tem várias faces e diferentes impactos das mudanças climáticas. Trazer esse debate para Cruzeiro do Sul reforça que soluções precisam ser construídas a partir da diversidade da região”, concluiu.
A programação segue até quinta-feira com palestras, mesas de diálogo, minicursos e apresentações de pesquisas.






