Cruzeiro do Sul se tornou o epicentro das arboviroses no Acre em 2025, conforme aponta o mais recente Boletim de Arboviroses divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O município concentra 91 casos prováveis de Chikungunya, o que representa 65,9% do total de notificações da doença em todo o estado até a 26ª semana epidemiológica.
Além da Chikungunya, o município também lidera nos casos confirmados do vírus Mayaro, com sete registros no primeiro semestre do ano. Com isso, Cruzeiro do Sul assume protagonismo nos dois principais surtos virais monitorados atualmente no estado.
Segundo os dados oficiais, o Acre já contabilizou 138 casos prováveis de Chikungunya, sendo 30 confirmados por exames laboratoriais. A maior parte das infecções ocorre entre homens (51,4%) e atinge principalmente pessoas com idades entre 35 e 49 anos (26,8%).
Na Regional do Juruá/Tarauacá-Envira, da qual Cruzeiro do Sul faz parte, houve um aumento de 15,3% no número total de casos prováveis de Chikungunya em comparação com 2024 — saltando de 98 para 113 casos. Esse crescimento foi impulsionado quase exclusivamente por Cruzeiro do Sul, uma vez que outros municípios da região apresentaram redução.
Já em relação ao vírus Mayaro, foram analisadas 8.722 amostras em todo o estado, sendo 2.186 delas provenientes de Cruzeiro do Sul. Com sete dos 15 casos confirmados no estado, o município supera inclusive a capital Rio Branco, que registrou cinco confirmações.
As taxas de positividade reforçam a gravidade da situação em Cruzeiro do Sul: 46,6% das amostras testadas deram positivo para o vírus Mayaro, contra 30,3% em Rio Branco. A diferença acende um alerta para as autoridades de saúde quanto à circulação simultânea de múltiplos vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti na região.
Diante do cenário, cresce a preocupação com o fortalecimento das ações de vigilância, prevenção e controle vetorial, além da necessidade de ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde nos bairros mais afetados da cidade. A Secretaria de Saúde do estado mantém o monitoramento e recomenda à população medidas como o uso de repelente, eliminação de criadouros e atenção aos sintomas como febre alta, dores articulares e manchas vermelhas na pele.






