A alta da conta de luz foi o principal fator que pressionou a inflação brasileira em julho. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou variação de 0,07% no mês.
Embora a inflação tenha desacelerado em relação a junho, o grupo Habitação foi o que mais impactou o resultado, com alta de 0,99%. O principal responsável foi o aumento da energia elétrica residencial, que passou de 1,53% em junho para 3,09% em julho.
De acordo com o IBGE, o avanço foi influenciado pela manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes aplicados por concessionárias de energia em diferentes regiões do país.
A taxa de água e esgoto também contribuiu para o aumento do grupo Habitação.
Outro segmento com impacto relevante foi o de Saúde e Cuidados Pessoais, que registrou alta de 0,40%, impulsionado pelos reajustes autorizados para os planos de saúde.
Por outro lado, a inflação recebeu alívio da queda nos combustíveis. Os preços do etanol, gasolina, diesel e gás veicular recuaram, contribuindo para a redução da pressão inflacionária. O grupo Alimentação e Bebidas também apresentou queda de 0,67%, puxada principalmente pela redução nos preços do tomate, batata-inglesa, cenoura e café moído.
Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Habitação teve a maior alta, seguido por Saúde e Cuidados Pessoais. Já Alimentação e Bebidas e Vestuário registraram os principais recuos no mês.





