
Com o fim das celebrações de Natal e Ano-Novo, o mês de janeiro costuma trazer incertezas para o comércio. No entanto, em Cruzeiro do Sul, lojistas e vendedores mostram que criatividade e estratégias bem planejadas fazem a diferença para manter as portas cheias e o caixa girando.
Em uma loja de maquiagem, o período pós-festas não significa queda brusca nas vendas. Segundo a vendedora Letícia Cândido, o movimento diminui levemente, mas permanece estável ao longo do mês. “Normalmente, em janeiro, o nosso fluxo ele cai um pouquinho, mas não decai tanto. Nossa loja é sempre muito movimentada, independentemente dos meses anteriores”, explica.
Para driblar o período de baixa demanda, a equipe aposta em inovação. Durante o período de férias das vendedoras, novos produtos foram incorporados ao estoque, trazendo variedade para os clientes logo no início do ano. “A gente sempre procura trazer novos produtos para a loja, inclusive a gente está com bastante novidade agora em janeiro”, destaca Letícia.
Além disso, o mês tem um significado especial para a loja: é período de aniversário. A expectativa é de ações comemorativas e possíveis promoções para atrair ainda mais consumidores. “A gente já é bastante conhecida, então não cai tanto. Mas decaindo, a gente inova em produtos”, completa.

A expectativa para fevereiro é ainda mais positiva. Com a chegada do Carnaval, o fluxo tende a aumentar, impulsionado pela procura por maquiagens e acessórios. “Fevereiro lota bastante. Porque é período de carnaval e a nossa cidade é carnavalesca, então o movimento aumenta bastante em fevereiro”, afirma Letícia.
No mercado, a realidade é um pouco diferente, mas a esperança também se renova com o passar das semanas. A comerciante Artemízia Nivea Silva confirma que janeiro é um mês mais fraco. “Realmente cai, porque o pessoal normalmente compra muito em dezembro e depois o movimento diminui”, relata.
Ainda assim, fevereiro surge como um período de recuperação, principalmente por causa da volta às aulas. Materiais escolares como mochilas, cadernos e canetas passam a ser mais procurados. “A gente traz novidades e diminui o preço bastante. Às vezes dá certo, sim”, conta Artemízia, que já prepara promoções para atrair os clientes.
Com estratégias que vão desde a renovação de produtos até a redução de preços, comerciantes locais seguem confiantes de que, mesmo após o aperto de janeiro, fevereiro trará fôlego novo para as vendas e ajudará a normalizar o movimento no comércio da cidade.





