O movimento de Natal no comércio de Cruzeiro do Sul ficou abaixo do esperado em 2025. A avaliação é de lojistas ouvidos pela reportagem, que relatam vendas mais fracas em comparação com anos anteriores, apesar de o período ser tradicionalmente o mais aguardado pelo setor.

O comerciante Edson Pinheiro afirma que o cenário reflete um momento de desaceleração econômica, mas ainda há expectativa de melhora nos últimos dias do ano. “Esse Natal foi um pouco mais fraco do que o ano passado, mas é normal. O mercado vem um pouco desacelerado e a gente está esperando uma reagida agora nesses últimos dias, até porque o Estado fez pagamentos recentes. A loja está preparada, mas o dia a dia do comerciante é um desafio grande”, destacou.
Além das vendas tímidas, comerciantes também observam redução no fluxo de pessoas no centro da cidade, inclusive em horários que antes registravam intenso movimento, especialmente na véspera do Natal. O técnico em celulares e empreendedor Jean Correia ressaltou a mudança no comportamento dos consumidores. “Cada ano que passa só diminui a quantidade de clientes e o movimento de pessoas. Antigamente, depois da missa, o mercado enchia. Esse ano, na véspera do Natal, quando deu seis horas, as lojas já estavam fechadas, coisa que não acontecia”, relatou.
No Mercado Joãozinho Melo, a avaliação é de que houve presença de público, porém abaixo das expectativas iniciais. Segundo Giovani Melo, representante da galeria, alguns segmentos conseguiram melhor desempenho. “A expectativa era de bastante público e até tivemos movimento. O segmento de roupas teve um aumento mais expressivo que outros, mas, comparando com o ano passado, este Natal ficou um pouco abaixo do esperado”, afirmou.
Outro ponto levantado pelos comerciantes é a importância da organização urbana para estimular o consumo, como a questão do estacionamento no centro, que pode influenciar diretamente na decisão de compra e no tempo de permanência dos clientes nas áreas comerciais.
Para alguns empresários, o cenário é resultado de vários fatores econômicos. “Muita gente está sem dinheiro, isso é fato. A carga tributária é elevada, existe incerteza econômica e hoje ainda tem a concorrência do comércio eletrônico. Muita gente deixou de comprar aqui para comprar pela internet, onde encontra preços mais baixos”, avaliou um dos entrevistados, ao alertar que, se a situação não melhorar, o setor pode enfrentar aumento do desemprego e até fechamento de estabelecimentos.
Mesmo com o Natal mais fraco, os lojistas seguem esperançosos por uma reação no fim do ano e já se preparam para as próximas datas comerciais, apostando em uma retomada gradual das vendas com a chegada do novo ano.






