Cidade do Acre aparece entre as piores do Brasil em qualidade de vida, aponta ranking nacional

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Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revelou um cenário preocupante para o Acre. O município de Santa Rosa do Purus apareceu entre as 10 cidades com pior qualidade de vida do país no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026.

A cidade acreana ficou na 9ª pior colocação do ranking nacional, com 46,70 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. O estudo analisou os 5.570 municípios brasileiros utilizando 57 indicadores sociais e ambientais, incluindo acesso à saúde, educação, segurança, saneamento, moradia e qualidade ambiental.

O resultado reforça as desigualdades enfrentadas pela região Norte. Segundo o levantamento, 19 das 20 cidades com pior qualidade de vida estão localizadas no Norte e Nordeste do país.

Confira as 20 cidades com melhor qualidade de vida no Brasil em 2026:

  1. Gavião Peixoto – 73,10
  2. Jundiaí – 71,80
  3. Osvaldo Cruz – 71,76
  4. Pompéia – 71,76
  5. Curitiba – 71,29
  6. Nova Lima – 71,22
  7. Gabriel Monteiro – 71,16
  8. Cornélio Procópio – 71,16
  9. Luzerna – 71,10
  10. Itupeva – 71,08
  11. Rafard – 71,08
  12. Presidente Lucena – 71,05
  13. Adamantina – 70,97
  14. Maringá – 70,87
  15. Alto Alegre – 70,86
  16. Ribeirão Preto – 70,80
  17. Brasília – 70,73
  18. Barra Bonita – 70,71
  19. Araraquara – 70,70
  20. Águas de São Pedro – 70,66

Confira as 20 cidades com pior qualidade de vida no Brasil em 2026:

  1. Uiramutã – 42,44
  2. Jacareacanga – 44,32
  3. Alto Alegre – 44,72
  4. Portel – 45,42
  5. Amajari – 45,58
  6. Pacajá – 45,87
  7. Anapu – 45,91
  8. Japorã – 46,23
  9. Santa Rosa do Purus – 46,70
  10. Uruará – 46,80
  11. Trairão – 46,82
  12. Bannach – 47,23
  13. São Félix do Xingu – 47,38
  14. Recursolândia – 47,39
  15. Cumaru do Norte – 47,43
  16. Peritoró – 47,53
  17. Oeiras do Pará – 47,57
  18. Ladainha – 47,58
  19. Anajás – 47,62
  20. Paranã – 47,63

O IPS Brasil mede o impacto real da qualidade de vida da população, indo além da geração de riqueza econômica. O índice considera fatores como acesso à saúde, educação, segurança, saneamento básico e qualidade ambiental.

A média nacional em 2026 ficou em 63,40 pontos, mostrando um avanço considerado tímido em relação aos anos anteriores.

res.

faca um resumo e acrescente essas informações ao final da materia: Curitiba lidera entre as capitais Curitiba (PR) é a capital com melhor qualidade de vida, com 71,29 pontos. Em seguida vêm Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66). Na outra ponta aparecem Macapá (59,65) e Porto Velho (58,59) — as duas únicas capitais que ficaram fora do grupo dos melhores desempenhos do país. Curitiba lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido. Segundo Wilm, para alcançar uma pontuação alta no IPS, um município precisa apresentar bom desempenho de forma sistemática, consistente e equilibrada entre todas as áreas avaliadas pelo índice. “Curitiba é uma das capitais que tem um desempenho elevado em praticamente todas essas áreas, em especial no componente de qualidade do meio ambiente, com indicadores que olham para áreas verdes urbanas, emissões de CO2 e desmatamento”, diz a coordenadora. Vista de drone da região central de Curitiba, capital do Paraná — Foto: Roberto Dziura Jr/AEN Vista de drone da região central de Curitiba, capital do Paraná — Foto: Roberto Dziura Jr/AEN Mesmo as capitais com melhor desempenho no índice ainda enfrentam desafios importantes. Segundo Melissa, nenhum município brasileiro está livre de fragilidades ou áreas que exigem atenção. Em Curitiba, por exemplo, um dos pontos de alerta está na inclusão social, especialmente em indicadores ligados à população em situação de rua. “Curitiba é um município que tem uma fragilidade dentro do tema de inclusão social, em indicadores como famílias em situação de rua, que precisam de atenção dentro dessa capital”, afirma. Pontuações das capitais no IPS Brasil 2026 Curitiba (PR) — 71,29 Brasília (DF) — 70,73 São Paulo (SP) — 70,64 Campo Grande (MS) — 69,77 Belo Horizonte (MG) — 69,66 Goiânia (GO) — 69,47 Palmas (TO) — 68,91 Florianópolis (SC) — 68,73 João Pessoa (PB) — 67,73 Cuiabá (MT) — 67,22 Rio de Janeiro (RJ) — 67,00 Porto Alegre (RS) — 66,94 Natal (RN) — 66,82 Aracaju (SE) — 66,35 Vitória (ES) — 66,02 Teresina (PI) — 66,02 São Luís (MA) — 65,64 Fortaleza (CE) — 65,15 Boa Vista (RR) — 64,49 Manaus (AM) — 63,91 Belém (PA) — 63,90 Rio Branco (AC) — 63,44 Recife (PE) — 63,22 Salvador (BA) — 62,18 Maceió (AL) — 61,96 Macapá (AP) — 59,65 Porto Velho (RO) — 58,59 Mapa dos resultados do IPS Brasil 2026 — Foto: Arte/g1 Mapa dos resultados do IPS Brasil 2026 — Foto: Arte/g1 Norte tem os piores indicadores ambientais A região Norte, que reúne os municípios da Amazônia Legal, concentra os piores desempenhos do IPS Brasil. O dado chama atenção porque aparece até mesmo no componente de Qualidade do Meio Ambiente, contrariando a percepção de que a região estaria automaticamente associada à conservação ambiental. Segundo Wilm, esse padrão vem se repetindo de forma consistente nas três edições já divulgadas. Os indicadores ambientais considerados pelo IPS incluem desmatamento acumulado, emissões de gases de efeito estufa, focos de calor e supressão de vegetação. No ranking estadual, o Distrito Federal lidera, com 70,73 pontos, seguido por São Paulo (67,96), Santa Catarina (65,58), Paraná (65,21) e Minas Gerais (64,66). Na outra ponta aparecem Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03). A diferença de quase 15 pontos entre o primeiro e o último colocado, segundo Wilm, evidencia a desigualdade entre os estados brasileiros. Assim, se o Brasil fosse comparado às próprias unidades da federação, ocuparia apenas a décima posição. Pontuações das Unidades da Federação no IPS Brasil 2026 Distrito Federal — 70,73 São Paulo — 67,96 Santa Catarina — 65,58 Paraná — 65,21 Minas Gerais — 64,66 Goiás — 64,52 Mato Grosso do Sul — 64,14 Espírito Santo — 63,61 Rio de Janeiro — 63,47 Rio Grande do Sul — 63,39 Paraíba — 62,39 Sergipe — 62,10 Rio Grande do Norte — 61,83 Mato Grosso — 61,38 Ceará — 61,22 Pernambuco — 60,58 Tocantins — 60,50 Piauí — 60,48 Roraima — 59,65 Amazonas — 59,34 Alagoas — 58,97 Bahia — 58,72 Rondônia — 58,60 Amapá — 58,10 Acre — 58,03 Maranhão — 57,59 Pará — 55,80 Entre os 12 componentes avaliados pelo índice, o que mais avançou de 2025 para 2026 foi o de Acesso à Informação e Comunicação, impulsionado pelo aumento do acesso da população a tecnologias e meios de comunicação. Já Inclusão Social apresentou queda na série histórica. O componente mede indicadores ligados, por exemplo, à representação de mulheres e pessoas negras nas câmaras municipais, violência contra minorias e famílias em situação de rua. Moradia segue como a área de melhor desempenho do país, com nota média de 87,95. Já Direitos Individuais aparece como o componente mais crítico, com média de 39,14. Entenda o que é o IPS Brasil O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice não mede apenas riqueza ou PIB, mas busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida. O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative. 📊 Os indicadores são divididos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas Teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos. Avalia temas ligados a alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. O componente Moradia registrou a maior nota do país: 87,95 pontos. Fundamentos do Bem-Estar Obteve média de 68,81 pontos e reúne indicadores relacionados a educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026, impulsionado pela ampliação do acesso a tecnologias e meios de comunicação. Ao mesmo tempo, o índice aponta que estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente, influenciados por desmatamento acumulado, focos de calor e emissões de gases de efeito estufa. Sede da cidade de Uiramutã, cidade proporcionalmente mais indígena do Brasil, onde nenhuma rua é asfaltada — Foto: Josivan Antelo/Rede Amazônica Sede da cidade de Uiramutã, cidade proporcionalmente mais indígena do Brasil, onde nenhuma rua é asfaltada — Foto: Josivan Antelo/Rede Amazônica Oportunidades Foi a dimensão com pior desempenho no país, com média de 46,82 pontos, repetindo o padrão das edições anteriores. Reúne indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior. Os piores resultados apareceram justamente nos componentes de Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). Segundo o relatório, a área de Inclusão Social vem registrando queda desde 2024, refletindo problemas como violência contra minorias, baixa representatividade política e aumento de famílias em situação de rua. O estudo também divide os municípios brasileiros em nove grupos, dos melhores aos piores desempenhos. Em 2026, 706 cidades ficaram no grupo mais bem avaliado, enquanto apenas 23 municípios apareceram na faixa mais crítica.

Cidade do Acre aparece entre as piores do Brasil em qualidade de vida, aponta ranking nacional

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revelou um cenário preocupante para o Acre. O município de Santa Rosa do Purus apareceu entre as 10 cidades com pior qualidade de vida do país no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026.

A cidade acreana ficou na 9ª pior colocação do ranking nacional, com 46,70 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. O estudo analisou os 5.570 municípios brasileiros utilizando 57 indicadores sociais e ambientais, incluindo acesso à saúde, educação, segurança, saneamento, moradia e qualidade ambiental.

O resultado reforça as desigualdades enfrentadas pela região Norte. Segundo o levantamento, 19 das 20 cidades com pior qualidade de vida estão localizadas no Norte e Nordeste do país.

As 20 cidades com melhor qualidade de vida no Brasil:

  1. Gavião Peixoto – 73,10
  2. Jundiaí – 71,80
  3. Osvaldo Cruz – 71,76
  4. Pompéia – 71,76
  5. Curitiba – 71,29
  6. Nova Lima – 71,22
  7. Gabriel Monteiro – 71,16
  8. Cornélio Procópio – 71,16
  9. Luzerna – 71,10
  10. Itupeva – 71,08
  11. Rafard – 71,08
  12. Presidente Lucena – 71,05
  13. Adamantina – 70,97
  14. Maringá – 70,87
  15. Alto Alegre – 70,86
  16. Ribeirão Preto – 70,80
  17. Brasília – 70,73
  18. Barra Bonita – 70,71
  19. Araraquara – 70,70
  20. Águas de São Pedro – 70,66

As 20 cidades com pior qualidade de vida no Brasil:

  1. Uiramutã – 42,44
  2. Jacareacanga – 44,32
  3. Alto Alegre – 44,72
  4. Portel – 45,42
  5. Amajari – 45,58
  6. Pacajá – 45,87
  7. Anapu – 45,91
  8. Japorã – 46,23
  9. Santa Rosa do Purus – 46,70
  10. Uruará – 46,80
  11. Trairão – 46,82
  12. Bannach – 47,23
  13. São Félix do Xingu – 47,38
  14. Recursolândia – 47,39
  15. Cumaru do Norte – 47,43
  16. Peritoró – 47,53
  17. Oeiras do Pará – 47,57
  18. Ladainha – 47,58
  19. Anajás – 47,62
  20. Paranã – 47,63

Entre as capitais brasileiras, Curitiba liderou pelo segundo ano consecutivo, alcançando 71,29 pontos. Na sequência aparecem Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.

Já Rio Branco aparece com 63,44 pontos no ranking das capitais brasileiras, enquanto Macapá e Porto Velho ficaram entre os piores desempenhos do país.

O estudo também revelou que o Norte concentra os piores indicadores ambientais do Brasil, mesmo abrigando grande parte da Amazônia Legal. Os dados levam em consideração fatores como desmatamento, emissão de gases do efeito estufa, focos de calor e perda de vegetação.

No ranking estadual, o Acre aparece entre os três piores estados do país em qualidade de vida, ocupando a 25ª posição nacional com 58,03 pontos. Apenas Maranhão e Pará tiveram índices inferiores.

O Índice de Progresso Social avalia fatores ligados às necessidades humanas básicas, bem-estar e oportunidades. Segundo o levantamento, áreas como moradia apresentaram os melhores resultados nacionais, enquanto direitos individuais e inclusão social seguem entre os principais desafios do país.

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