Chico Gatão lança a tradicional Balsa dos Derrotados após as eleições de 2026

Uma das tradições mais conhecidas do período pós-eleitoral no Vale do Juruá voltou a ganhar destaque após o primeiro turno das eleições de 2026. O poeta popular Chico Gatão divulgou mais uma edição da chamada “Balsa dos Derrotados”, cordel que há anos reúne, em tom bem-humorado e satírico, candidatos que não conseguiram se eleger.

Logo após a conclusão da apuração, o poeta publicou os versos que rapidamente começaram a circular em grupos de mensagens, redes sociais e rodas de conversa da região. Na narrativa, os candidatos derrotados embarcam simbolicamente em uma balsa que desce o rio, transformando o resultado das urnas em poesia popular.

A edição deste ano reúne nomes de diferentes disputas eleitorais, incluindo candidatos ao governo, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Entre os citados estão Tião Bocalom, Thor Dantas, Gladson Cameli, Jorge Viana, Sérgio Petecão, Eduardo Velloso, Vagner Sales, Antônia Sales, Pedro Pascoal, Zezinho Barbary e diversos outros concorrentes que ficaram fora das vagas em disputa.

Ao longo do texto, Chico Gatão mistura humor, crítica, reconhecimento e observações sobre a campanha eleitoral. Em alguns trechos, o poeta destaca trajetórias políticas e serviços prestados por determinados candidatos, enquanto em outros faz brincadeiras com bordões, estratégias de campanha e expectativas frustradas nas urnas.

A disputa pelo Governo do Acre também ganhou espaço no cordel. Chico lembra que Mailza Assis e Alan Rick avançaram para o segundo turno e ficaram de fora da embarcação, já que a definição do próximo governador ainda será decidida nas urnas no dia 25 de outubro.

Presente há décadas no imaginário político do Juruá, a “Balsa dos Derrotados” se tornou um símbolo folclórico das eleições na região. A cada pleito, a expectativa pela publicação dos versos movimenta eleitores, candidatos e admiradores da cultura popular acreana, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.

Com irreverência e linguagem simples, Chico Gatão mais uma vez transformou os resultados eleitorais em cordel, reafirmando seu espaço como um dos personagens mais conhecidos do folclore político do Vale do Juruá.

Balsa dos Derrotados

Meus senhores e senhoras

Peço aqui vossa atenção

Irei narrar com meus versos

Toda a movimentação

Pra registrar na memória

De como foi a história

Dessa bendita eleição.

Às vezes penso comigo

Quantos anos nessa vida

A cobrança pela balsa

É algo assim sem medida

Sempre me saindo bem

Sem nunca ferir alguém

Já vem de longe essa lida.

Alguma vez quando esqueço

De um figurão embarcar

Vem logo a reclamação

Isso eu não posso negar

O cara diz sem demora

Você me deixou de fora

Nessa balsa quero entrar.

Mas como tem muita gente

Tem que ter uma saída:

Não dá pra falar de todos

E tem que ser divertida

Todos têm o meu respeito

Mas me vejo no direito

De não ser muito cumprida.

Por isso mesmo começo

Descrevendo o sentimento

De quem tinha voto certo

Mas só no seu pensamento

Mas quando da urna aberta

Pobre alma tão deserta

Na valsa do sofrimento.

Toda a tropa vem entrando

Já não têm aquele sonho

Da urna foi expurgado

Ô pesadelo medonho

Quem perdeu tem jeito não

Entra na embarcação

Com um semblante tristonho.

Era tanta gente boa

Querendo se eleger

O corpo a corpo foi grande

Na busca de convencer

Eis que agora vem chegando

Um a um já vão entrando

Na balsa que vai descer.

Juliet e Ana Paula

Fontilene e Pastor Val

Tem My Parfan e Zé Carlos,

Manelzinho passando mal.

Neide Lopes e Tailon

Marcio Alércio e Albion

Vão no Cruzeiro naval.

Coelhão e Cosmo Lima

Eva Matos e Flavinha

Lena Braga e Paulo César

Preta Lima tão tristinha

Tássia Nobre e Nascimento

Ruivinha num desalento

Embarcou com Terezinha.

Tem ainda o Zé Filho

Que embarcou com Zé Maria

Tem Gigi e Cleia Serra

Dona Riso nem sorria

Joana Darc desolada

Vem com Paulo da Baixada

Pra curtir a maresia.

Centenas de candidatos

Muita gente de coragem

Mas quero falar de alguns

Que estão nessa viagem

A ala vip chegou

No Cruzeiro se instalou

Pois garantiu a passagem.

Saúde aqui eu garanto

É coisa fenomenal

 Essa balsa é preparada

Quase uma Balsa-Hospital

Pois aqui tá embarcado

Um médico renomado

Seu nome é Pedro Pascoal.

Secretário samuzeiro

Bobeou perdeu o tom

Contava com votos certos

De raiva ficou marrom

Entrou mesmo foi na peia

Com o canto da sereia

Do seu Tião Bocalom.

O Valério da Saúde

Vai fazendo a triagem

É um cruzeiro equipado

Pros que farão a viagem

Com Pedro direcionando

Clinicando e medicando

Quem garantiu a passagem.

Um cafezinho no ponto

E café de qualidade

Paty Parente afirma

É o Nauas de verdade

Pra quem vai nesse caminho

Saindo um café quentinho

Fortalecendo a amizade.

Apoiando os navegantes

Que estão na embarcação

O Citolab garante

Não deixa ninguém na mão

Lindenberg assegurou

Pra quem aqui embarcou

Exames de precisão.

Segurança é outro item

Que quero aqui destacar

Como o homem é coronel

Vai o posto comandar

Edivan é preparado

Pra garantir o traçado

De quem irá navegar.

Edivan é o titular

Um escudeiro fiel

A segurança de todos

Afirmo aqui no cordel

O povo está defendido

E seguirá protegido

Pelo nosso Coronel.

Comunicação na balsa

As Imagens do banzeiro

Noticia em tempo real

Descrevendo o paradeiro

Liderando essa demanda

A Loira Mirla Miranda

Transmite lá do Cruzeiro.

João Bittar é outro nauta

Que aqui se faz presente

Terceirizou a mensagem

De forma bem recorrente

Outros lhe representaram

Em seu nome até falaram

 O fim não foi diferente.

Velho Boca, resmungando

Que pesquisa é invenção

Quando procurou os votos

Que triste decepção

O seu bordão secular

Produzir pra empregar

Foi pra balsa sem perdão.

De repente um rugido

Lá do cais se escutou

O povo já se pergunta

Será que o bicho pegou?

Quem agora vai entrar

O Leão do Juruá

Vagner Sales chegou.

Antonia Sales também

Nessa balsa embarcou

Perde ela e perde o povo

Que não a considerou

Digo sem medo de errar

Perde todo o Juruá

Muita gente até chorou.

O seu trabalho em Rio Branco

A sua luta incessante

Seu apoio na saúde

De tal maneira importante

Pelo meu entendimento

Fica o reconhecimento

A essa pequena gigante.

Tem coisas que não entendo

Qual será a explicação

Tem gente que se dedica

Com amor e atenção

O povo sem cerimônia

Embarcou Maria Antônia

Pra essa navegação.

Um que fez grande barulho

Mas teve que se acalmar

É um velho conhecido

Que gosta de navegar

Aqui ninguém se engana

Chega então Jorge Viana

Pra na Balsa navegar.

Terceira consecutiva

Que o povo lhe diz não

Afinal o povo manda

 Como diz o Petecão

Será que ele ainda tenta

Ou quem sabe se aposenta

Amargando essa lição.

Petecão também agora

É um nauta do Cruzeiro

Pois sem votos lá na urna

Tem que cumprir o roteiro

Montana lhe consolando

Vem Petecão embarcando

Pois agora é passageiro.

Até o meu senador

Dessa vez foi embarcado

Foi um bom governador

Promoveu o seu Estado

Sua luta foi gigante

Não parou um só instante

Fez no Acre o seu legado.

Contra tudo e contra todos

Por espaço foi lutando

Como estava subjudice

Fogo amigo tesourando

Agora vai ter que ir

É o Gladson Camelí

Que por aqui vem chegando.

Outro nome de valor

Que perdeu a eleição

É Zezinho Barbary

Que chega na embarcação

Ele aqui é mais um nauta

Em Brasília fará falta

Por sua dedicação.

Promovendo o esporte

E garantindo o lazer

Um desportista de peso

Terá muito o que fazer

Com seu estilo elegante

Ney Amorim garante

O navegante entreter.

Dia “D” enfim chegou

Todo o povo convidado

Ir à urna e escolher

Aguardando o resultado

Essa briga vem de longe

Ou vai dar dez ou da onze

O que passou é passado.

De um lado se dizia

Que a mulher já disparou

Que veio pra resolver

E o outro despencou

Que o onze é tradição

Vai ganhar a eleição

Pois é com ela que eu vou.

Do outro lado a conversa

Já era bem diferente

O Manin já tá eleito

Vamos nessa com a gente

Que o dez é arroxado

Vamos ver o resultado

Pra gente ficar contente.

Bem verdade seja dita

A Mailza tem vantagem

Pois por pouco muito pouco

Não se livra da viagem

O mês será diuturno

Teremos segundo turno

Pra ver quem leva a vantagem.

Por um capricho da urna

Uma pequena fração

Ficou assim a disputa

Pra uma prorrogação

Ficando para o amanhã

Mailza Assis e Alan

Em uma nova eleição.

A Jéssica Sales fez

A diferença tamanha

Por aqui no Juruá

Deu o tom dessa campanha

Com carisma e bom humor

Motivou o eleitor

Fez essa grande façanha.

O dia está marcado

Será no final do mês

Em outubro se conhece

Quem irá com altivez

Será no voto de novo

Outorgado pelo povo

Saberemos de uma vez.

Sendo assim vamos em frente

Aguardando a decisão

Um dos dois será vencido

Só um vence a eleição

Superando o cansaço

Fica aqui o meu abraço

Do amigo Chico Gatão.

Às vezes penso comigo

Quantos anos nessa vida

A cobrança pela balsa

É algo assim sem medida

Sempre me saindo bem

Sem nunca ferir alguém

Já vem de longe essa lida.

Alguma vez quando esqueço

De um figurão embarcar

Vem logo a reclamação

Isso eu não posso negar

O cara diz sem demora

Você me deixou de fora

Nessa balsa quero entrar.

Mas como tem muita gente

Tem que ter uma saída:

Não dá pra falar de todos

E tem que ser divertida

Todos têm o meu respeito

Mas me vejo no direito

De não ser muito cumprida.

Por isso mesmo começo

Descrevendo o sentimento

De quem tinha voto certo

Mas só no seu pensamento

Mas quando da urna aberta

Pobre alma tão deserta

Na valsa do sofrimento.

Toda a tropa vem entrando

Já não têm aquele sonho

Da urna foi expurgado

Ô pesadelo medonho

Quem perdeu tem jeito não

Entra na embarcação

Com um semblante tristonho.

Era tanta gente boa

Querendo se eleger

O corpo a corpo foi grande

Na busca de convencer

Eis que agora vem chegando

Um a um já vão entrando

Na balsa que vai descer.

Juliet e Ana Paula

Fontilene e Pastor Val

Tem My Parfan e Zé Carlos,

Manelzinho passando mal.

Neide Lopes e Tailon

Marcio Alércio e Albion

Vão no Cruzeiro naval.

Coelhão e Cosmo Lima

Eva Matos e Flavinha

Lena Braga e Paulo César

Preta Lima tão tristinha

Tássia Nobre e Nascimento

Ruivinha num desalento

Embarcou com Terezinha.

Tem ainda o Zé Filho

Que embarcou com Zé Maria

Tem Gigi e Cleia Serra

Dona Riso nem sorria

Joana Darc desolada

Vem com Paulo da Baixada

Pra curtir a maresia.

Centenas de candidatos

Muita gente de coragem

Mas quero falar de alguns

Que estão nessa viagem

A ala vip chegou

No Cruzeiro se instalou

Pois garantiu a passagem.

Saúde aqui eu garanto

É coisa fenomenal

 Essa balsa é preparada

Quase uma Balsa-Hospital

Pois aqui tá embarcado

Um médico renomado

Seu nome é Pedro Pascoal.

Secretário samuzeiro

Bobeou perdeu o tom

Contava com votos certos

De raiva ficou marrom

Entrou mesmo foi na peia

Com o canto da sereia

Do seu Tião Bocalom.

O Valério da Saúde

Vai fazendo a triagem

É um cruzeiro equipado

Pros que farão a viagem

Com Pedro direcionando

Clinicando e medicando

Quem garantiu a passagem.

Um cafezinho no ponto

E café de qualidade

Paty Parente afirma

É o Nauas de verdade

Pra quem vai nesse caminho

Saindo um café quentinho

Fortalecendo a amizade.

Apoiando os navegantes

Que estão na embarcação

O Citolab garante

Não deixa ninguém na mão

Lindenberg assegurou

Pra quem aqui embarcou

Exames de precisão.

Segurança é outro item

Que quero aqui destacar

Como o homem é coronel

Vai o posto comandar

Edivan é preparado

Pra garantir o traçado

De quem irá navegar.

Edivan é o titular

Um escudeiro fiel

A segurança de todos

Afirmo aqui no cordel

O povo está defendido

E seguirá protegido

Pelo nosso Coronel.

Comunicação na balsa

As Imagens do banzeiro

Noticia em tempo real

Descrevendo o paradeiro

Liderando essa demanda

A Loira Mirla Miranda

Transmite lá do Cruzeiro.

João Bittar é outro nauta

Que aqui se faz presente

Terceirizou a mensagem

De forma bem recorrente

Outros lhe representaram

Em seu nome até falaram

 O fim não foi diferente.

Velho Boca, resmungando

Que pesquisa é invenção

Quando procurou os votos

Que triste decepção

O seu bordão secular

Produzir pra empregar

Foi pra balsa sem perdão.

De repente um rugido

Lá do cais se escutou

O povo já se pergunta

Será que o bicho pegou?

Quem agora vai entrar

O Leão do Juruá

Vagner Sales chegou.

Antonia Sales também

Nessa balsa embarcou

Perde ela e perde o povo

Que não a considerou

Digo sem medo de errar

Perde todo o Juruá

Muita gente até chorou.

O seu trabalho em Rio Branco

A sua luta incessante

Seu apoio na saúde

De tal maneira importante

Pelo meu entendimento

Fica o reconhecimento

A essa pequena gigante.

Tem coisas que não entendo

Qual será a explicação

Tem gente que se dedica

Com amor e atenção

O povo sem cerimônia

Embarcou Maria Antônia

Pra essa navegação.

Um que fez grande barulho

Mas teve que se acalmar

É um velho conhecido

Que gosta de navegar

Aqui ninguém se engana

Chega então Jorge Viana

Pra na Balsa navegar.

Terceira consecutiva

Que o povo lhe diz não

Afinal o povo manda

 Como diz o Petecão

Será que ele ainda tenta

Ou quem sabe se aposenta

Amargando essa lição.

Petecão também agora

É um nauta do Cruzeiro

Pois sem votos lá na urna

Tem que cumprir o roteiro

Montana lhe consolando

Vem Petecão embarcando

Pois agora é passageiro.

Até o meu senador

Dessa vez foi embarcado

Foi um bom governador

Promoveu o seu Estado

Sua luta foi gigante

Não parou um só instante

Fez no Acre o seu legado.

Contra tudo e contra todos

Por espaço foi lutando

Como estava subjudice

Fogo amigo tesourando

Agora vai ter que ir

É o Gladson Camelí

Que por aqui vem chegando.

Outro nome de valor

Que perdeu a eleição

É Zezinho Barbary

Que chega na embarcação

Ele aqui é mais um nauta

Em Brasília fará falta

Por sua dedicação.

Promovendo o esporte

E garantindo o lazer

Um desportista de peso

Terá muito o que fazer

Com seu estilo elegante

Ney Amorim garante

O navegante entreter.

Dia “D” enfim chegou

Todo o povo convidado

Ir à urna e escolher

Aguardando o resultado

Essa briga vem de longe

Ou vai dar dez ou da onze

O que passou é passado.

De um lado se dizia

Que a mulher já disparou

Que veio pra resolver

E o outro despencou

Que o onze é tradição

Vai ganhar a eleição

Pois é com ela que eu vou.

Do outro lado a conversa

Já era bem diferente

O Manin já tá eleito

Vamos nessa com a gente

Que o dez é arroxado

Vamos ver o resultado

Pra gente ficar contente.

Bem verdade seja dita

A Mailza tem vantagem

Pois por pouco muito pouco

Não se livra da viagem

O mês será diuturno

Teremos segundo turno

Pra ver quem leva a vantagem.

Por um capricho da urna

Uma pequena fração

Ficou assim a disputa

Pra uma prorrogação

Ficando para o amanhã

Mailza Assis e Alan

Em uma nova eleição.

A Jéssica Sales fez

A diferença tamanha

Por aqui no Juruá

Deu o tom dessa campanha

Com carisma e bom humor

Motivou o eleitor

Fez essa grande façanha.

O dia está marcado

Será no final do mês

Em outubro se conhece

Quem irá com altivez

Será no voto de novo

Outorgado pelo povo

Saberemos de uma vez.

Sendo assim vamos em frente

Aguardando a decisão

Um dos dois será vencido

Só um vence a eleição

Superando o cansaço

Fica aqui o meu abraço

Do amigo Chico Gatão.

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