Cheia do Rio Juruá e impactos sociais e econômicos motivam decreto de emergência nível 2 em Cruzeiro do Sul

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A elevação do nível do Rio Juruá após chuvas intensas levou o município de Cruzeiro do Sul a decretar situação de emergência nível 2. A medida foi adotada depois que o rio ultrapassou a cota de transbordamento, fixada em 13 metros, provocando alagamentos em bairros urbanos e em diversas comunidades ribeirinhas.

Antes de atingir o transbordo, o rio já havia alcançado a cota de alerta do município, que é de 11,80 metros, no domingo (25). Mesmo após esse marco, o nível continuou subindo e, na segunda-feira (26), chegou a 11,89 metros, aumentando a preocupação das autoridades e reforçando a necessidade de medidas preventivas.

De acordo com a Defesa Civil Municipal, aproximadamente 1.650 famílias, o que corresponde a cerca de 6.600 pessoas, já foram afetadas pela cheia. Diante desse cenário, foram disponibilizadas quatro escolas municipais para funcionarem como abrigos temporários, caso seja necessária a retirada de moradores das áreas consideradas de risco.

O decreto reconhece que a situação compromete a normalidade do município, com impactos diretos em serviços essenciais como transporte, saúde pública e segurança. O documento também aponta que os prejuízos ultrapassam a capacidade financeira do município para resposta isolada, o que justifica a adoção da emergência nível 2.

Com a medida, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil, para a execução de ações de resposta, assistência às famílias atingidas, recuperação das áreas afetadas e reconstrução de estruturas danificadas. O decreto também permite que o município esteja preparado para solicitar apoio de outras esferas de governo, caso a situação se agrave.

Entre as áreas atingidas estão os bairros Várzea, Lagoa, Beira Rio, São Salvador, Saboeiro, Manoel Terças, Cobal, Remanso e Miritizal. Também foram registradas ocorrências em diversas comunidades rurais e ribeirinhas, como Olivença, Humaitá do Môa, Praia Grande, Tapiri, Boca do Môa, Tatajuba, Mujú, Uruburetama, Nova Aliança, Lagoinha, Liberdade, Juruá-Mirim e Valparaíso, além de toda a extensão ribeirinha do Rio Juruá.

Apesar de o rio apresentar sinais pontuais de vazante, o monitoramento segue ativo, especialmente por se tratar do período de maior incidência de cheias no Vale do Juruá, nos meses de fevereiro e março. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros mantêm as equipes em alerta para reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais, priorizando a mitigação dos danos e a proteção da população.

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