Casos de sarampo nos EUA atingem maior nível em 35 anos e preocupam autoridades de saúde

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Os Estados Unidos registraram em 2026 o maior número de casos de sarampo em 35 anos, superando o recorde alcançado no ano passado e ampliando a preocupação de especialistas com a queda da cobertura vacinal em diversas regiões do país.

Dados divulgados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostram que pelo menos 2.318 casos já foram confirmados neste ano, ultrapassando o total registrado em 2025, quando cerca de 2.300 infecções foram notificadas.

A doença havia sido considerada eliminada nos Estados Unidos em 2000, mas o cenário mudou drasticamente nos últimos anos. Segundo especialistas, o número de casos registrados nos últimos 18 meses supera o total acumulado nas duas décadas anteriores.

A maioria das infecções está associada a surtos iniciados em 2025 e que continuaram ao longo deste ano. Além disso, novos focos surgiram em diferentes estados, ampliando a disseminação da doença.

A Carolina do Sul concentra um dos surtos mais expressivos do país. Um surto iniciado em outubro do ano passado no condado de Spartanburg se tornou um dos maiores das últimas décadas, com quase mil casos confirmados antes de ser encerrado em abril.

As autoridades de saúde destacam que mais de 90% dos casos registrados em 2026 ocorreram entre pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Outros estados também enfrentam surtos significativos. Na Virgínia, um foco identificado em maio já ultrapassou 150 casos. Na Pensilvânia, mais de 100 infecções foram registradas neste ano, e nenhuma delas envolvia pessoas que haviam recebido as duas doses recomendadas da vacina tríplice viral (MMR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Especialistas alertam que surtos podem ocorrer em qualquer comunidade onde a cobertura vacinal fique abaixo de 95%, índice considerado necessário para garantir a chamada imunidade coletiva contra o vírus, que é um dos mais contagiosos conhecidos.

Além do impacto na saúde pública, as autoridades destacam que o controle dos surtos exige grande mobilização de recursos, com equipes realizando rastreamento de contatos, campanhas de conscientização e ações de vacinação em áreas afetadas.

Para os órgãos de saúde norte-americanos, a ampliação da vacinação continua sendo a principal estratégia para conter a doença e evitar novos surtos nos próximos meses.

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