O Acre registrou uma queda significativa nos casos de dengue nas primeiras semanas de 2026, conforme dados do boletim epidemiológico divulgado pela vigilância em saúde. Até o momento, foram contabilizados 485 casos prováveis e 24 confirmados da doença, números bem inferiores aos registrados no mesmo período do ano passado.
A redução é considerada expressiva. No mesmo intervalo de 2025, o estado havia registrado 1.358 casos prováveis e 1.316 confirmações, o que representa uma diminuição superior a 60% nas notificações em 2026.
Apesar do cenário mais positivo, as autoridades de saúde mantêm o monitoramento contínuo da situação, já que a dengue possui comportamento sazonal e pode voltar a crescer conforme fatores climáticos, como chuvas e altas temperaturas, que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.
Outro ponto importante é que, até agora, não há registro de mortes por dengue em 2026 no Acre, nem confirmação de casos classificados como graves, segundo o boletim.
📍 Maioria dos casos segue concentrada em áreas urbanas
Os dados mostram que os registros continuam concentrados principalmente em municípios mais populosos. A capital, Rio Branco, lidera o número de casos confirmados neste início de ano, enquanto outras cidades apresentam notificações em menor escala.
Mesmo assim, o acompanhamento permanece ativo em todas as regiões do estado, incluindo o Vale do Juruá, onde as condições climáticas também favorecem a reprodução do mosquito.
⚠️ Prevenção continua sendo fundamental
As autoridades reforçam que a principal forma de evitar a dengue é eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada, como:
- Pneus abandonados
- Garrafas e recipientes expostos
- Caixas d’água destampadas
- Vasos de plantas
- Calhas e terrenos com acúmulo de água
A vigilância epidemiológica segue acompanhando os dados semanalmente, com o objetivo de identificar rapidamente qualquer aumento nos casos e adotar medidas de controle.
Mesmo com a redução registrada em 2026, o alerta permanece, especialmente durante o período chuvoso, quando o risco de proliferação do mosquito é maior.
Com informações: A Gazeta do Acre






