No início de março deste ano, a cidade de Cruzeiro do Sul foi palco de um crime brutal que chocou a população. João Victor da Silva Borges, um jovem que foi atraído por uma mulher que dizia ser sua amiga, foi levado a um local afastado no bairro Cohab, onde foi mantido em cárcere por membros de uma facção criminosa. Lá, ele foi torturado e, posteriormente, assassinado por asfixia e golpes de faca. O corpo de João Victor foi jogado no Rio Juruá e localizado dias depois.
A Polícia Civil agiu rapidamente, e em poucos dias conseguiu esclarecer o crime. Com a prisão de M.F. F. de L., conhecida como “Dama de Vermelho”, os investigadores chegaram aos demais envolvidos, incluindo o mandante da execução e B. da S. A., apontada como uma das principais responsáveis pela morte de João Victor.
A prisão preventiva de ambos foi decretada pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Cruzeiro do Sul, atendendo ao pedido do delegado responsável pelo caso. A defesa de B. A. apresentou um Habeas Corpus solicitando liminarmente sua liberdade, alegando ausência de provas suficiente para justificar a prisão. No entanto, o pedido foi negado inicialmente e, posteriormente, também pelo Tribunal de Justiça do Acre, que manteve a prisão, destacando a materialidade do crime, os indícios de autoria e os motivos que justificaram sua decretação.
A decisão foi unânime entre os desembargadores, reafirmando a legalidade e necessidade das prisões preventivas no processo. A investigação continua em andamento para esclarecer todos os detalhes dessa tragédia.
Por: AC24Horas






