Caçador passa três dias perdido na floresta e usa técnicas de sobrevivência para retornar para casa no Acre

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O caçador Francisco Sebastião Ferreira de Lima, de 27 anos, viveu momentos de tensão após se perder na floresta no município de Porto Walter, no interior do Acre. Ele ficou três dias dentro da mata até conseguir encontrar o caminho de volta para casa utilizando estratégias de sobrevivência.

Segundo informações do comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Acre em Cruzeiro do Sul, major Josadac Cavalcante, o jovem estava caçando na companhia do pai quando acabou se afastando ao perseguir animais e perdeu a orientação dentro da floresta.

Após o desaparecimento, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e iniciaram as buscas na região com o apoio de moradores da comunidade Veneza. Ao todo, mais de 15 pessoas participaram da operação de procura pelo caçador desaparecido.

Durante o período em que permaneceu perdido, Francisco precisou recorrer aos recursos disponíveis na própria mata para sobreviver. Ele contou que se alimentou de frutas encontradas na floresta, como açaí e sapota, e improvisou abrigos para conseguir passar as noites protegido da chuva.

De acordo com os bombeiros, como o caçador não estava com facão no momento em que se perdeu, precisou usar as próprias mãos e até os dentes para cortar palhas e montar estruturas simples que servissem de abrigo durante a noite.

Francisco também levava consigo uma espingarda com três munições. Em determinado momento, chegou a efetuar disparos na tentativa de chamar a atenção das equipes de busca, mas não houve retorno.

A saída da mata aconteceu depois que o caçador encontrou um igarapé e decidiu seguir o curso da água, uma estratégia comum de orientação em áreas de floresta. O caminho acabou levando-o até uma área conhecida, o que possibilitou que retornasse para casa.

Apesar do desgaste físico e da fraqueza após três dias na mata, Francisco foi localizado em estado estável e encaminhado para avaliação médica na Unidade Mista de Saúde de Porto Walter. Profissionais de saúde realizaram atendimento para garantir que o caçador não apresentasse complicações decorrentes do período em que permaneceu perdido.

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